A Quinta Lusitana
Entre nesta "quinta"! Atente na sua beleza formal! Apodere-se do seu "recheio"! Pondere... Divirta-se com as paródias e os "artistas" do circo... Resista à tentação de chorar face aos quadros mais tristes... E recupere a auto-estima!... Visto, lido e respigado: Vai gostar!... Também, no seu interior, conheça de quantos irão detestar a QUINTA LUSITANA... Do mesmo modo, vai saber porquê...
Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!
SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA
SE FIXOU TODINHA EM LISBOA
NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...
Motivo: A "QUINTA LUSITANA "
ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...
QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...
e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!
SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA
SE FIXOU TODINHA EM LISBOA
NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...
Motivo: A "QUINTA LUSITANA "
ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...
QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...
e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho
domingo, novembro 30, 2014
Leitor:
Veja, apreenda e… bata palmas!
A requintada forma cavaquista do beija-mão…
Brasilino Godinho
Recebi há instantes,
através do correio electrónico, um interessante documento que releva do alto
merecimento de sua excelência, o venerando chefe de Estado, Cavaco Silva e que
se impõe à consideração geral pelo que nele está mostrado de elevado sentido do solene cerimonial
adstrito a uma nova norma protocolar de fabulosa inspiração cavacaquista,
concernente à prática do beija-mão de ilustres e belas senhoras das melhores
sociedades deste mundo de Cristo.
Ei-lo, aqui reproduzido
com a devida vénia a autor desconhecido.
Mohamed VI explica a Cavaco como se
faz...
É de partir
a rir. Parece estar a comer uma asa de frango de churrasco...
sábado, novembro 29, 2014
Pergunta:
Sócrates
terá plantado árvore?...
Notícia:
Intenção
maliciosa em prejuízo de Sócrates...
Brasilino
Godinho
Num
curtíssimo telefonema para o Expresso, a que a edição de hoje, dia
29 de Novembro de 2014, faz referência, Sócrates disse:
- “Só deixa de ser livre quem perde a dignidade. Sinto-me mais livre do que nunca”.
É
uma frase muito significativa...
Vejamos:
01.
Benito Mussolini, criador do Fascismo, disse um dia que um verdadeiro
homem tinha que reunir quatro condições: ter feito um filho; ter
escrito um livro; ter plantado uma árvore; e... ter experiência de
preso numa cadeia do Estado.
José
Sócrates, ao que se sabe, tem filho, escreveu um livro e desfrui,
agora, a vivência de preso na cadeia de Évora. Terá plantado
árvore? É possível que durante os seus anos de chefe do governo
tenha actuado em conformidade e adquirido a qualidade de plantador.
Assim,
parece estarem reunidas todas as condições de homem que atingiu o
zénite da sua existência; tal e qual como admitia Benito Mussolini.
O2.
No entanto... por vezes, as iludências aparudem.
Sócrates,
embora na situação de encarcerado, assinala que, não tendo perdido
a dignidade, está livre. E acentua que “mais livre do que nunca”.
Vale
a pena notar que, segundo José Sócrates, o facto de estar preso
constitui um factor determinante para se sentir “mais livre do que
nunca”. Ficamos cientes de que, afinal, a prisão mais reforça a
sua dignidade, ao ponto extremo de se sentir mais livre. Pressupõe-se
que, antes da prisão, Sócrates arrastava a penosa contrariedade de
se sentir pouco livre. Quem sabe se em risco de a dignidade se ir
esvaindo.
03.
Entretanto, houve alguém que fez maldade a Sócrates.
Interpôs recurso de habeas corpus no sentido de ele ser posto
na rua; ou seja, para fora da cadeia por decente e boa figura - a que
a circunstância de ele se sentir mais livre dará algum sentido
configurador, com nítido recorte de alheio oportunismo.
04.
Em nosso entender é uma inqualificável intenção maliciosa. Se
Sócrates se sente mais livre na cadeia e mais seguro na sua
dignidade, porque carga de água o querem pôr cá fora onde se
sentiria menos livre? E, pelo enunciado no Expresso, mais preocupado
com a sua dignidade? Haja senso das conveniências socratianas que,
neste caso, não colidem com os princípios da ética, da moral e da
decência...
05.
Aliás, culpado ou inocente das acusações que lhe fazem, é de crer
que Sócrates deseja preservar a sua instalação na cadeia. E se
pelo poder judicial for satisfeito tal desejo - e no caso de ser dada
absolvição - será, então, altura de lhe exigir o pagamento de uma
mensalidade por usufruir, a seu gosto e proveito, de cama, mesa,
banhos e roupa lavada.
Fim
sexta-feira, novembro 28, 2014
Meu
actual estado de alma
Brasilino
Godinho
Nesta noite
de 28 de Novembro de 2014, forçosamente e contra-vontade, penso no
presidente Cavaco Silva que (benza-o Deus!) proferiu nos Emiratos Árabes
mais umas tantas declarações que me deixaram banzado.
Reproduzi-las
aqui? Não! Seria algo penoso para mim. Confrange! Mete dó!
Por isso,
digo o seguinte:
Se
tivéssemos uma Assembleia da República merecedora da confiança do
povo, proporia que ela só autorizasse as deslocações do presidente
Cavaco Silva ao estrangeiro, na época do Carnaval e na condição de
ele se apresentar nas recepções e perante os jornalistas com um
grosso adesivo colado na boca - isto porque as moscas não propendem
a entrar na dita cavidade bocal...
quarta-feira, novembro 26, 2014
Uma notícia auspiciosa
de teor bem arrelvado...
Brasilino Godinho
Nesta manhã de
16 de Novembro de 2014, acabamos de ler no SAPO
a notícia que transcrevemos em continuidade das breves considerações
que vamos fazer em seguida.
Há a destacar
que se trata de uma informação que dá ideia de ser auspiciosa para
Miguel Relvas, deixando antever que afinal: “Tudo como dantes,
quartel general em Abrantes”.
O leitor fica a
compreender que, apesar dos nove meses (quando se antevia um breve
desfecho) de gestação de um processo de averiguações sobre a
famigerada licenciatura arrelvada de Miguel Relvas, ainda não se
vislumbra o nascimento do ser que virá à luz do dia. Fica o receio
de que, com parto tão difícil, o nascituro seja um nada-morto –
como já indicia a notícia e que a acontecer, trará um grande
alívio e satisfação a Relvas.
E não só...
Ficarão inegavelmente abertas as possibilidades de proliferarem como
cogumelos, em matas transmontanas, as licenciaturas arrelvadas das
rapaziadas das jotas. Desde logo, o campo - de tão bem adubado -
estará propício a grandes e proveitosas colheitas. Também o país
ficará assim mais apetrechado para prosseguir o aproveitamento da
riqueza decorrente dos saberes de jovens super dotados e melhor
licenciados que, rapidamente, ascendem a ministros e (ou) a posições
de especialistas e de chefia dos esplendorosos gabinetes ministeriais
e das prestigiadas comissões parlamentares.
Pelos vistos,
resta aos estupefactos indígenas esperar pela pancada...
00:05
Juíza nega acesso ao processo da licenciatura de Relvas
Ana
Petronilho
ana.petronilho@economico.pt
00:05

Juíza impede jornalistas e advogados
de consultar o processo. Especialistas dizem que a decisão, ainda
que legal, é “juridicamente errada” e pouco fundamentada.
A juíza, que tem em mãos há nove
meses o processo administrativo que envolve a Universidade Lusófona
sobre alegadas irregularidades na licenciatura de Miguel Relvas, nega
o acesso ao processo. A decisão da juíza é fundamentada no artigo
164º do Código de Processo Civil (CPC), pela “circunstância de
os autos conterem dados pessoais respeitantes a uma das partes”, ou
seja, a Miguel Relvas.
O indeferimento da juíza Isabel
Portela Costa chegou ontem ao Económico, – num despacho com data
de 10 de Março – três meses depois de o Económico ter pedido
para consultar o processo, que não está em segredo de justiça. E o
indeferimento estende-se a jornalistas e advogados. No documento
lê-se ainda que “quanto aos pedidos de informação e
esclarecimentos, indeferem-se, também, uma vez que a lei não prevê
que o Tribunal preste, a quem não é parte, quaisquer
esclarecimentos ou informações sobre processos judiciais em curso”.
Mas esta é uma decisão que os
especialistas ouvidos pelo Económico contestam e dizem não ser
suficientemente fundamentada. Ora, segundo o artigo 164º do CPC,
invocado pela magistrada do Tribunal Administrativo do Círculo de
Lisboa, “o acesso aos autos é limitado nos casos em que a
divulgação do seu conteúdo possa causar dano à dignidade das
pessoas, à intimidade da vida privada ou familiar ou à moral
pública, ou pôr em causa a eficácia da decisão a proferir”. O
mesmo artigo prevê que pode ser barrado o acesso a processos “de
anulação de casamento, divórcio, separação de pessoas e bens e
os que respeitem ao estabelecimento ou impugnação de paternidade”.
Segundo os especialistas ouvidos pelo Económico,a decisão de Isabel
Portela Costa pode ser “juridicamente errada, mas não será
ilegal”. Isto porque “a situação em apreço não parece
enquadrar-se em nenhum destes conceitos”. Mais: os especialistas
defendem que a juíza deveria ter fundamentado melhor as razões
porque nega a consulta do processo.
Para João Luís Traça, sócio da
Miranda, “a boa administração da justiça provavelmente
justificaria um despacho mais detalhado sobre os fundamentos”. O
processo em causa pode resultar na anulação da licenciatura de três
anos do ex-ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que foi
concluída em apenas um ano. A investigação do Ministério Público
fechou a 21 de Fevereiro deste ano, véspera do último congresso do
PSD onde foi anunciado o regresso de Relvas à política activa, e
chegou à juíza seis dias depois. Ainda não há uma data prevista
para a decisão e, ao Económico, o Conselho Superior dos Tribunais
Administrativos e Fiscais justifica o atraso da juíza – que tinha
três meses para proferir decisão – dizendo que a magistrada tem
“um elevado número de processos (...) muitos deles mais antigos”.
(Fim de
transcrição)
terça-feira, novembro 25, 2014
Declaração
Na minha página do Facebook foi ontem inserida a
seguinte informação:
Sérgio
Vieira de Carvalho aprovou o
teu pedido para aderir ao grupo
Queremos
uma Monarquia Democrática em Portugal.
Hoje,
25 de Novembro de 2014, eu, Brasilino Godinho, abaixo assinado,
declaro que o Sr. Sérgio Vieira de Carvalho, a partir desta data,
deve sentir-se desobrigado de tal aceitação, visto que não fiz
qualquer pedido de adesão a uma causa que não me diz nada.
Sou
republicano, com activo repúdio de qualquer regime monárquico.
Agradeço
que todo o mundo tenha
esta declaração em devida consideração.
Brasilino
Godinho
domingo, novembro 23, 2014
Duas idênticas narrativas
com imprevisível desfecho
Brasilino Godinho
O Diário Económico, ao jeito de explorar intensivamente um filão, vem apresentando ao longo do dia (hoje, sábado, 22 de Novembro de 2014, sucessivas informações sobre o caso José Sócrates.
Transcrevemos do Facebook uma delas que faz referência
a “mira das entidades” (que subentendemos ser das autoridades):
Na mira
das entidades está também o mestrado do ex-governante na
Universidade de Sorbonne, que Sócrates alegava estar a ser
suportado por um empréstimo da CGD.
Esta
atenção das autoridades judiciais corresponde a uma narrativa
socrática que agora se inicia e que emparceira com uma outra
relativamente antiga conhecida pela narrativa arrelvada. A primeira
indicada, trata de inquirir sobre o financiamento do mestrado de José
Sócrates na Sorbonne, em Paris; a segunda mencionada, contempla a
investigação sobre a vergonhosa aquisição da licenciatura de
Miguel Relvas, em Lisboa, que se prolonga há mais de um ano e de que
nem se vislumbra conclusão, apesar de se ter estabelecido um prazo
para a sua efectivação.
A
partir desta data conjugam-se, no tempo e no espaço judicial, os
desenvolvimentos das duas narrativas elaboradas, provavelmente, por
agentes operativos diferentes. Quando referimos narrativas obviamente
que queremos dizer investigações.
Pela
nossa parte, ficamos na expectativa de qual delas tem primeiro
desfecho. Ou se nem haverá qualquer epílogo relativamente a uma
delas...
sábado, novembro 22, 2014
Agora, o caso
Sócrates faz espécie...
Brasilino
Godinho
Estou
à vontade para escrever sobre este caso, visto que bastantes vezes
critiquei o político José Sócrates.
A
prisão de José Sócrates ocorreu ontem cerca das 22h:30'. A
publicidade, o espectáculo folclórico que, de imediato, se lhe
seguiu e a própria detenção, suscitam muita estranheza.
Desde
logo, acontecerem nesta altura em que o governo está em transe
agónico. Também em coincidência com o congresso do Partido
Socialista.
Depois,
o facto insólito de ter a detenção, no aeroporto, sido filmada
pela SIC. Impressiona como as televisões estão bem informadas das
acções policiais envolvendo determinadas figuras públicas.
A
seguir, veio o comunicado da Procuradoria Geral da República
confirmar a prisão e citando o nome de José Sócrates, mas omitindo
os nomes de outros três detidos,*
cujas detenções não tiveram registos de reportagem por parte das
televisões.
Formulo
algumas pertinentes interrogações:
-
Porquê o nome de Sócrates foi, de chofre, mencionado e não os
nomes dos outros três detidos? Não houve qualquer explicação.
-
Porquê a televisão marcou presença na detenção de Sócrates e
não acompanhou as detenções dos outros três detidos?
-
Porquê, em início de investigação deste caso Sócrates, não
prevaleceu o segredo de justiça?
-
Porquê outros indivíduos envolvidos em processos de grandes delitos
não foram até agora presos?
-
Porquê continua a haver fugas de informação quanto a escutas e a
desenvolvimentos de alguns processos?
Porquê
ainda não vão decorridas vinte e quatros horas sobre a detenção
de José Sócrates já há jornais a publicar no Facebook detalhes do
processo de acusações que pesam sobre ele? Então o processo não
foi anunciado como estando sob segredo de Justiça?
-
Porquê tão espectacular transparência mediática com o caso de
Sócrates, enquanto em outros casos como os do BPN, BPP, BES e,
sobretudo, o da obscura compra dos dois submarinos que há anos está
encalhado, persistem bem
acauteladas as singulares opacidades?
-
Porquê o Estado, o Governo e a Justiça, num tempo de situação de
falência das contas públicas e de indecentes cortes de vencimentos
dos funcionários públicos e das pensões dos aposentados da Função
Pública, não se empenham em reaver os cinco milhões de euros das
luvas recebidas por anónima
entidade – um facto denunciado por Ricardo Salgado, ex-presidente
do Banco Espírito Santo (BES)?
- Porquê este desinteresse em descobrir a identidade de
quem se apropriou de cinco milhões de euros do Erário – ou seja:
dos dinheiros dos contribuintes?
Fica-se
pensando que, nesta altura, se montou um espectacular cenário
mediático para entreter o público e desviar-lhe a atenção dos
grandes problemas que afectam a sociedade portuguesa e de outras
grandes actividades criminosas que nem minimamente são penalizadas.
Dá
a impressão que há algo escondido e que só se pretende causar
alarido em torno de José Sócrates, talvez visando objectivos de
natureza político/partidária, com especial incidência no Partido
Socialista.
Se
bem julgo - e os usos e costumes do Estado a que chegámos,
geralmente, são concordantes com as minhas previsões – estão os
portugueses perante mais alguns mistérios, dos muitos que têm
marcado o dia-a-dia da sociedade portuguesa contemporânea.
Merece
realce o facto de que começa mal o desenrolar desta narrativa –
utilizando a expressão usada
por José Sócrates nalgumas intervenções televisivas.
Porém, faça-se Justiça! Se é que ela existe e ainda
se consegue impor neste Estado português a que chegámos; o qual,
não é de Direito, como temos assinalado nas nossas crónicas dos
últimos anos.
Para
já todos, leitores descomprometidos, atentos, à uma, digamos: Aqui
há gato! Que além de estar escondido até tem o cuidado de não
mostrar o rabo... Não vá alguém pisá-lo e o Diabo tecê-las...
* Esta
manhã, doze horas após a divulgação do comunicado da Procuradoria
Geral da República, foi dada informação sobre as identidades dos
três outros detidos. Só que pecou por tardia. Diferente teria sido
o sentido informativo (e a configuração interpretativa) se tivesse
ocorrido, em simultâneo, através do comunicado de ontem.
segunda-feira, novembro 17, 2014
O venerando
chefe do Estado adormecido
O ilustre
presidente do Conselho resistindo
As broncas,
maldades e escândalos, sucedendo-se
Brasilino Godinho
A
uma impressionante cadência, quase diária, sucedem-se as notícias
de corrupção e de várias malefícios político-sociais deste
governo.
O
venerando chefe do Estado, contemplando-se na situação de venerado
pela sua corte palaciana, não dá sinais de estar desperto para a
realidade do país. Julga-se que esteja adormecido.
O
ilustre presidente do conselho de ministros, abúlico, teimoso, não
age no sentido de se demitir porque tende a preservar a sua posição
governamental e a manter os lugares das meninas e dos meninos das
jotas do PSD e do PP/CDS, que assentaram à mesa do Orçamento para
serem especializadas peças decorativas dos ministérios.
Entretanto,
persistindo com estas desastradas sinergias da governança demasiado
irresponsáveis, Portugal e o seu povo vai de mal a pior.
Como
escrevemos há pouco tempo: E não se passa nada, que ponha fim a
esta desgraça nacional.
Maldição
de uma república infestada de bananeiras...
Nota: Esta
pequena crónica é suscitada pelo escândalo dos vistos dourados,
pela demissão do ministro da Administração Interna, anunciada esta
noite e pelo facto de ainda não se conhecerem os resultados do
inquérito sobre o caso da outorga do título de licenciado ao
ex-ministro Miguel Relvas. Inquérito que já ultrapassou a duração
dum ano, apesar de ter sido anunciado o prazo de um mês para a sua
realização. Acresce a curiosidade dos portugueses quanto à
disciplina da respectiva benesse, visto que se supõe ter sido
agraciado com a Licenciatura em Estudos do Folclore Tomarense, como
reconhecimento e distinção pelo seu excelente desempenho das
complexas e importantes funções de presidente da Assembleia Geral
da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários, no
período de 2001 a 2002.
terça-feira, novembro 11, 2014
Cada cavadela presidencial,
sua minhoca residual...
Sob
observação de Brasilino Godinho
Por
que o assunto é importante e merece divulgação pública,
trnscrevemos as seguintes passagens de texto hoje (11 de Novembro
de 2014) publicado no jornal Negócios,
edição on line e Sapo.
“Precisamente
cinco meses depois de ter condecorado Zeinal Bava, Cavaco Silva
questionou "o que é que andaram a fazer os accionistas e os
gestores" da PT?
10
de Junho de 2014.
Zeinal
Bava, então presidente da brasileira Oi e da PT Portugal - que detém
activos como a Meo -, é condecorado, pelas mãos do Presidente da
República, Cavaco Silva, com a Classe do Mérito Comercial
(Grã-Cruz), que se destina a distinguir "quem haja prestado,
como empresário ou trabalhador, serviços relevantes no fomento ou
na valorização do comércio, do turismo ou dos serviços".
10
de Novembro de 2014.
"O
que é que andaram a fazer os accionistas e os gestores desta
empresa?" A empresa é a PT. A pergunta vem do Presidente da
República, Cavaco Silva, e é feita aos jornalistas que o
interpelavam na sua visita ao Alentejo. Não disse nomes. Mas a
pergunta, "legítima", segundo disse, poderá ser feita por
"todos os portugueses" interessados em saber o que se
passou na Portugal
Telecom.
De
acordo com o site da Presidência, Henrique Granadeiro, que saiu da
PT SGPS também pouco depois do escândalo do investimento na
Rioforte estalar, foi condecorado em 1979 com o Grã-Cruz da Ordem de
Cristo, que visa "distinguir
destacados serviços prestados ao País no exercício das funções
de soberania".
Brasilino
Godinho: E o que andou o presidente Cavaco Silva a fazer com as
condecorações que distribuiu pelos gestores e os accionistas da PT?
A
excelência, presidente Cavaco Silva, se quer resposta à sua
pergunta terá que primeiro responder a esta pergunta de Brasilino
Godinho.
Tão
simples, quanto isto!
segunda-feira, novembro 10, 2014
Afinal, o Estado
Português,
em
sede de Quinta Lusitana,
está rico! Mesmo
muito rico!
Brasilino Godinho
Estado Português todos sabemos o que é. Também
estamos fartos de saber aquilo que tem sido propagandeado quanto à
sua situação de falido e de devedor crónico aos mercados
financeiros.
A
'Quinta Lusitana' igualmente
é conhecida como feudo dos actuais governantes que a cultivam sem
rei nem roque em proveito das próprias famílias e de outros clãs
mais ou menos aparentados, que a tomaram como se fosse sua exclusiva
propriedade e a exploram a seu bel-prazer.
E
se a Quinta Lusitana vai rendendo bastante aos seus usurpadores,
pouco sustento dela remanesce para os íncolas que vão perecendo à
fome, sujeitos â miséria, sem cuidados de saúde e, praticamente,
entregues à sorte de retardarem por dias, meses ou escassos anos, o
eterno repouso no 'jardim das tabuletas' que
esteja mais à mão-de-semear.
Em termos muito breves, esta é a geral panorâmica
que se depara em Portugal.
No entanto, pasmem senhores!
O
diário Correio da Manhã
de hoje, em notícia de primeira página, informa o público que:
ORÇAMENTO
DO ESTADO
Deputados
têm mais 3,5 milhões para viagens
Repare o leitor que se trata do orçamento dum Estado
falido, apresentado por um governo que apregoa austeridade e que
arrastou para a pobreza e para o desemprego milhões de portugueses.
Falta dinheiro para quase tudo que é básico. Mas
existem avultadas verbas para serem esbanjadas em viagens dos
deputados, para os gastos de milhões com as despesas correntes dos
quadros dos ministérios, o funcionamento da Assembleia da República
e a gestão da Presidência da República.
E por vir a República a talho de foice só há que
dizer que Portugal é uma república das bananas e um país de
bananas que aguentam tudo.
Até a legionella aí está para dar uma ajudinha aos
governantes no sentido de acabar com a malta que se obstina em
viver...
Presume-se que isso os torna repousados, felizes e
contentes...
Claro que só há que disfarçar o estado de
espírito... um pouquinho, para não espantar a caça.
Dá vontade de repetir a observação da Tia
Ambrósia: “Aquela gente da governança parece que tem pacto com o
Diabo”...
De
que se havia de lembrar Cavaco Silva?
Convidar
os portugueses a imitarem os cristãos que morreram no Coliseu de
Roma:
condenados,
martirizados e prestes a morrer, mas saudando
o
despótico imperador
Brasilino Godinho
E
por que o Estado está rico, aí veio Cavaco Silva mandar mais uma
das suas famosas, soberbas e inspiradas bocas... Comentaria o
falecido actor cómico, Badaró: “Toma e embrulha”!
Relata a Renascença e
o Sapo que hoje, em Estremoz, o venerando chefe do Estado (a que
chegámos em Portugal), Cavaco Silva, convidou os
portugueses a olhar para as dificuldades com um sorriso.
E, como não podia deixar de ser, convidou com o velho e requentado
sorriso que lhe é peculiar. Insinuando a utilidade das dificuldades
em proporcionarem aos indígenas portugueses boa disposição e uma
feliz acomodação às mesmas. Aqui está uma receita 'mal
amanhada' de curandeiro
pouco cotado no mercado das medicinas alternativas.
É um convite que causaria perplexidade se feito por
outra pessoa que não a cavacal figura presidencial; visto que
estamos habituados às incríveis falas de sua excelência.
Desta vez, o venerando chefe do Estado ousou propor que
os portugueses lhe seguissem, irresponsavelmente, os tristes exemplos
que vem dando de olhar para as dificuldades, provocadas pela equipa
governamental, com um sorriso em que vislumbramos alguma parcela de
cinismo e de completa insensibilidade para os sofrimentos da grei
portuguesa.
Este impróprio e patético convite faz-nos recuar no
tempo e evocar os cristãos que no Coliseu de Roma eram atirados às
feras e que, já na arena, saudavam o imperador gritando: “Ave
César, os que vão morrer te saúdam”.
E Cavaco Silva, com o convite formulado hoje, é como
aconselhasse os portugueses - atirados para a miséria, para a fome,
para a doença, para o desespero e, nalguns casos, até para a morte
mais ou menos lenta ou mais ou menos rápida - a sorrir em atitude de
resignação e manifestando agradecimento para com as cruéis pessoas
causadoras das desgraças de que são vítimas indefesas.
sábado, novembro 08, 2014
Ontem
se fizeram omeletas, hoje elas se pagam...
Carlos
Moedas
com moeda
para Pedro
Coelho...
Uma
artística parelha fraternal
Brasilino Godinho
01. Desde o século passado que passámos a ter em
Portugal o teatro radiofónico e o teatro televisivo.
Nos últimos tempos, deste século XXI, passámos a
ter o teatro jornalístico. Este, mais especializado e concentrado na
matriz da má política; a qual, por essência, deu azo a que
correspondente manifestação de arte passasse a integrar o designado
teatro/circo político.
Com é sobejamente conhecido temos grandes artistas
do teatro/circo político em Portugal. E os artistas são
classificados de grandes não por especiais e recomendáveis méritos.
Simplesmente o são, pela enorme desfaçatez e invulgar obscenidade
com que procedem nas várias intervenções em peças teatrais ou
nos espectáculos circenses, em que marcam protagonismos.
Esta conversa vem a propósito pelo facto de hoje
termos lido mais uma peça de teatro/circo político, numa
insignificante versãojornalística, em que surge como artista
principal Carlos Moedas, ex-Secretário de Estado do governo chefiado
por Pedro Passos Coelho e, agora, novo membro da Comissão Europeia.
02. Carlos Moedas, no decorrer da referida actuação
artística, em jeito de entrevista, fazendo alarde da vocação de
fabricante de moedas, ofereceu de bandeja, servilmente, uma aparente
preciosa moeda ao presidente do Conselho, Passos
Coelho, seu ex-chefe no governo português; o qual lhe fez a mercê
do catapultar para a Comissão Europeia. A ter em conta que benesse,
com benesse se paga, em extensivo sentido de fraternidade. E,
destaque-se: realizou-se a farsa com o maior descaramento,
aproveitando a predisposição subserviente de um
qualquer jornal que se prestou ao anedótico expediente.
Trata-se de uma extraordinária e mirabolante moeda
que numa face tem a legenda: Passos
Coelho – um homem único; na outra face tem inscrita a
expressão: Passos Coelho terá um
grande lugar na História.
03. Para além da novidade de Carlos Moedas, agora em
Bruxelas, denunciar propensão para se tornar fabricante e
distribuidor de moedas – o
que poderá ser um quebra-cabeças para o novo presidente da Comissão
Europeia, Jean-Claude Juncker - há que destacar a circunstância de
a aludida moeda ser visivelmente, escandalosamente, falsa.
Salta à vista desarmada que Coelho - se poderá ser
um exemplar único da espécie dos mamíferos roedores e com esta
terrível característica mui arreigada, amplamente reconhecida
(basta termos presente o que ele tem roído nos tecidos: social,
político, universitário, educacional, sanitário, industrial,
comercial, do país), integrando a família dos leporídeos,
guarnecido de orelhas grandes que nem lhe dão normal audição e com
olhar míope que não enxerga um palmo à frente do nariz - não é
humana criatura que se apresente como exemplar único; a menos que
Moedas conheça alguma particularidade anatómica e algo da super
inteligência (hipotética) da coelhal figura que sejam completamente
desconhecidos dos portugueses. Mas, cuidado! Aqui, impõe-se formular
a seguinte e óbvia advertência: um tal conhecimento respeitante a
Passos Coelho que, a ser transmitido por Carloas Moedas, seria -
sempre - muitíssimo suspeito e nada credível.
No entanto, Moedas faz uma referência que insinua
algo misterioso. Mas, valha a verdade, não vale a pena dispensar-lhe
grande atenção... Até por razão de nem influenciar o
posicionamento da coelhal figura na história que aparece 'mal
amanhada' na moeda fabricada à sorrelfa por Moedas.
Quanto à ideia de Carlos Moedas de que Passos Coelho
“terá um grande lugar na
História” por ser “homem único”, já apercebemos que
ele nem terá nada a diferenciá-lo, anatómicamente e em superiores
faculdades de alma, da espécie dos humanos e assim se revela
inconsistente a esquisita e insólita propositura de Moedas para o
seu ingresso na História. Ou será que Carlos Moedas estava a pensar
na História de Carlos Moedas? Aqui, sim, bate o ponto! Passos Coelho
tem, incontestavelmente, um grande
lugar na História de
Carlos Moedas...
Por outro lado bastante significativo e de extrema
importância, se nos ativermos à actuação de Passos Coelho como
chefe do governo, teremos de o considerar candidato de elevado
potencial depreciativo a um desprestigiante lugar cimeiro da história
dos tenebrosos heróis
de Portugal, na qualidade dum grande promotor da desgraça da maioria
do povo português e do declínio/destruição de Portugal.
4. Isto para dizer que a moeda/Moedas melhor fora que
se mantivesse recolhida no atraente cofre forte e muitíssimo provido
de moedas da Comissão Europeia, sem produzir estridores que ferem os
tímpanos de pessoas mais sensíveis a relevantes valores que, de
longe, sobrelevam os valores numismáticos do conhecido moedeiro,
mesmo que este seja festejado no laranjal que, actualmente, empesta a
'Quinta Lusitana'...
Fim
Nota: Esta crónica foi escrita com activo repúdio
do Novo Acordo Ortográfico
Mais
uma vez o circo político instalado na assembleia
Brasilino
Godinho
Anteontem,
na Assembleia da República, desenrolou-se uma cena de palhaçada de
mau teatro burlesco, protagonizada pelo ministro Pires de Lima. Sua
excelência revelou-se um medíocre, desastrado, actor com pretensões
de humorista. Uma deplorável ocorrência reveladora da falta de
categoria imperante na classe política deste país.
Há
que julgar severamente quem não se respeitou a si próprio, à
função governativa que exerce, à Assembleia da República e ao
público que viu a patética cena.
Num
país onde prevalecesse a Política (com letra maiúscula),o direito,
a competência, a ética, a decência e o sentido de Estado,
ministros deste calibre não tinham mais lugar no governo da nação.
segunda-feira, novembro 03, 2014
Tamanha
jactância!
E
que pesporrência!
Presunção
tomou-a Durão Barroso.
Água benta (inquinada,
de sabor alaranjado) tomou-a do grande sacerdote do templo da
adoração cavaquista, o amigo Aníbal.
Brasilino Godinho
Aqui,
no texto que se segue, está estampada a trapaceira funcionalidade do
circo político que se exibe no reservado espaço dos festivos
passatempos da alta-roda lisboeta.
Leia-se:
“O ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel
Durão Barroso afirmou hoje que "o reconhecimento" de
Portugal, através da condecoração entregue pelo Presidente da
República, significa que "foi correcta a decisão" que
tomou de deixar o Governo em 2004”.
(Texto recebido através da Internet e Facebook)
De pronto, uma pertinente observação: Há suspeita
de que Barroso, no momento da fala anedótica, muito se esforçou
para não se rir... E, anote-se, o sorrir é nele um costume
desinteressante...
Escrevemos
trapaceira funcionalidade do circo político por razão de ter sido
um espectáculo deveras deprimente e obsceno, aquele que se
desenrolou no Palácio de Belém, onde sobressaiu o repreensível
desempenho do actor-malabarista Durão Barroso.
Desde
logo, da parte do actor (também credenciado ilusionista) Barroso,
aconteceu o abusivo considerando do “reconhecimento de Portugal”
para com a sua pessoa e a audácia de dizer que foi correcta a
decisão de deixar o governo em 2004.
Ao
que consta Portugal não tem inequívocos motivos para agradecer a
Durão Barroso pelas suas actuações em Bruxelas ou por outras
actividades em Portugal e na Ilha Terceira, Açores, aqui em
parceria com outros grandes artistas George W. Bush, Tony Blair e
José María Aznar O país está à margem desse pretensioso
reconhecimento. Portugal nem foi ouvido ou consultado sobre isso. E,
se consultado, certamente que haveria grande e significativa
rejeição.
Quanto
à 'correcta decisão' de Durão Barroso abandonar o governo,
a conversa de papo-furado (para iludir pacóvios e tolos) só tem
representatividade nas incontestáveis realidades (passada e futura)
de ter auferido e continuar a receber milionários proventos que lhe
asseguram um risonho futuro de inumeráveis desafogos e de muitas
felicidades pessoais e familiares. E neste importante aspecto é que
incidiu o golpe certeiro da presumida correcção da inclusa,
interesseira e muito proveitosa decisão de sua excelência ora
condecorada.
Pelo
que Durão Barroso perdeu uma boa oportunidade de estar calado e não
tentar enganar o Zé-Povinho que, como se devia lembrar, está de
tanga – diga-se de passagem, como há mais de dez anos sua
excelência o via por ai vagueando triste, amargurado e revoltado. Só
que, actualmente, a tanga está toda esfarrapada e ele se apresenta
em quase total nudez.
Pelo
menos, a Durão Barroso ter-lhe-ia ficado bem um mínimo de
humildade. E se tinha que dar um agradecimento devia de o manifestar
ao seu dilecto amigo e correligionário Aníbal Cavaco Silva que, por
azar e deplorável penitência do desgraçado povo lusitano, é o
inactivo presidente da República de um reduzido número de
portugueses bem instalados em soberbas vidas.
Por
outro lado e parte do presidente Aníbal Cavaco Silva, fez-se a
demonstração de que numa actividade que lhe é cara, está ele
operante: a de incansável distribuidor de condecorações pelos
amigos e correligionários e delas fazendo uso e aplicação como se
fossem bens de propriedade pessoal que compartilhasse,
fraternalmente, em sede da tal 'Quinta Lusitana' em que
habilidosos de fina estirpe transformaram Portugal.
E
como se tudo isto fosse pouco para sobressaltar e, sobremodo,
incomodar a maioria dos portugueses, aí está a ameaça de imediata
entrada quotidiana em cena, no palco do circo político, de
mais um insuportável e desacreditado artista (Durão Barroso),
especializado em malabarismos e ilusionismos que a malta já enjoa e
detesta com veemência.
E
é que nem há maneira de que tão inquietador circo leve sumiço…
Resta-nos
expressar um estado de espírito:
Ficamos
esperando que da Divina Providência haja mercê de protecção e
compaixão pelos indígenas portugueses...
Fim