Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

sexta-feira, novembro 30, 2007

Estimadas senhoras,

Caros senhores,

Aqui, algumas Marcelices.

Porque rotineiras e sempre batendo as mesmas teclas da bisbilhotice e da vulgaridade não vale a pena ir além de simples amostragem daquilo que é a desgraça cultural apresentada no semanário do arquitecto-jornalista Saraiva.

No entanto, destaque para uma referência à Filosofia.

Cumprimentos.

Brasilino Godinho

“Marcelices”…

Do Prof. Seixa *

*Às vezes, designado Prof. Sousa.

Para quem não saiba, informamos que “seixa” é uma espécie muito apreciada de pombo bravo, esquivo, também chamada “sousa”, que não dispensa a conhecida variedade de fruta manga, vulgo “rebelo”.

Trata-se de um pombo traquinas de aspecto simpático que, todos os domingos, à noite, num programa televisivo, arrulha com desenvoltura e trejeitos que fazem as delícias da interlocutora.

Brasilino Godinho

brasilino.godinho@gmail.com

http://quintalusitana.blogspot.com

Escrever sobre desgraças é sempre desagradável. Mesmo pungente. E como vem acontecendo todas as semanas ao comentarmos a desgraça cultural consubstanciada no formato do painel designado BLOGUE, inserto a páginas 54 e 55 do semanário de José António Saraiva, torna-se uma tarefa cansativa e entediante. A que se associa o lamento por depararmos com o invulgar desperdício de talento do seu responsável – o Prof. Seixa.

Mas o autor persiste na inglória actividade de nos presentear com um rol de banalidades e de bisbilhotices sem pés, nem cabeça.

No tempo da ditadura salazarista dizia-se de um periódico que era o jornal das “sopeiras”. Com a desgraça cultural do Prof. Seixa a enfeitar o semanário “brinquedo” de estimação de José António Saraiva, dele se poderá dizer que é a folha das patacoadas e das tretas, digna sucedânea das conversas fiadas das mulheres de soalheiro.

A seguir, reproduzimos algumas “pérolas” representativas da referida desgraça cultural.

“INFLAÇÃO Dispara na China. Na alimentação, vai em 15% ao ano. Não há bela sem senão!

Nosso comentário

Qual a bela? Alguém a viu? Onde ela se situa? Será mesmo bela? Apesar do problema da alimentação estar caríssima? Em que sítio paira o senão? Grande? Médio? Pequeno? Do agrado da bela? Ou do seu profundo desagrado? O professor fechou-se em copas. Do género daqueloutro espertalhaço que, incessantemente, repetia. “Não me comprometa! Não me comprometa!”.

“GIULIANI A braços com acusação contra o chefe da Polícia, do tempo como mayor de Nova Iorque. Mais um percalço de campanha”.

Nosso comentário

Não só um percalço do Giuliani mas oportunidade para dizermos: Gaita! Prof. Seixa. O senhor lança o tópico mas não explica aos leitores o que se passa.

“DISFARÇAR Foi o que fiz hoje nas minhas Escolhas na RTP1. Um jeito a pegar em livros pesados, deu em lumbalgia. Mas trabalho é trabalho. Lá estive, embora com a cabeça no pós-programa”.

Nosso comentário

O professor, nessa noite dominical, a “disfarçar”… Onde está a novidade? Se é sua pratica usual e a exerce com tanto engenho e arte por que – agora – o espanto e a referência? Decerto, para disfarçar.

Finalmente, naquela incrível “desgraça cultural” - e como se ali esteja a “borrar”() a pintura - sobressai uma referência que merece o nosso aplauso e que vamos destacar.

Destaque

FILOSOFIA Dia Mundial da Filosofia. Tão maltratada entre nós. Ultimamente. Escola de Nelas pede-me, por mail, mensagem para jornal dedicado à efeméride. Qual a importância da Filosofia na minha vida. Fácil de explicar. Ainda por cima, para quem ensina Direito.

Valores, lógica, conhecimento, reflexão, caminho para chegar aos outros e a si mesmo”.

Daqui saudamos a escola de Nelas por não estar de costas voltadas para a Filosofia. E formulamos o voto de que o Ministério da Deseducação Nacional aprenda a “lição”

Ao professor damos classificação positiva. Com a pequena nota sobre a Filosofia deixou antever a mais valia que está ao seu alcance atingir nas suas intervenções jornalísticas, se concebidas noutros formatos e com melhores conteúdos. Aliás, em consonância com os seus atributos intelectuais.

Apesar da expressão de nosso apreço, aqui traduzida em letra de forma, devemos suscitar uma questão. O professor disse: valores, lógica, conhecimento, reflexão e caminho para chegar aos outros e a si mesmo. De acordo. Mas permita-me uma pertinente ressalva: A Filosofia e a excelente definição que dela faz nem sempre têm sido o arrimo do Prof. Seixa; pois que, bastantes vezes, desatende aos valores, falha na lógica, não corresponde na reflexão, nem chega a si mesmo - tão-pouco aos outros. Certamente, que o professor sabe que não falamos de cor e disto temos conhecimento e experiência que baste.


terça-feira, novembro 27, 2007

EUA: Declarações de Bush sobre ensino do português são "muito ofensivas" –

27 de Novembro de 2007, 17:07

Lisboa, 27 Nov (Lusa) - O Conselho de Liderança Luso-Americano nos Estados Unidos (PALCUS) considera "muito ofensiva" a posição do Presidente norte-americano, George W. Bush, ao considerar o ensino do português um "projecto esbanjador".

No passado dia 13 de Novembro, o Presidente norte-americano vetou uma proposta de financiamento de programas de educação, onde se incluía o ensino do português como segunda língua, classificando-os como "projectos esbanjadores".

"O Congresso deve aos contribuintes esforços melhores", disse Bush na altura.

Numa carta enviada a George W. Bush, o PALCUS afirma que "o ataque ao ensino do português como uma segunda língua foi uma surpresa", tendo em conta que o presidente norte-americano havia defendido, em Janeiro de 2006, "a necessidade de melhorar o ensino das línguas estrangeiras".

O conselho recordou ainda que o Departamento de Estado norte-americano defendeu, em Maio passado, que os Estados Unidos ficariam bem servidos com uma força de profissionais bilingues, uma vez que há mais de 200 milhões de falantes de português nos cinco continentes.

"Além disso, Portugal sempre foi considerado um consistente amigo e aliado dos Estados Unidos. Portugal foi o primeiro país a reconhecer a independência dos Estados Unidos, foi aliado na guerra contra o Iraque e acolhe a força aérea norte-americana na base das Lajes, nos Açores", lê-se na missiva.

Sublinhando que houve uma "grosseira má interpretação" da proposta para o financiamento de programas de educação, onde se incluía o ensino do português como segunda língua, o PALCUS lembra que a língua portuguesa foi considerada pelo Secretário da Educação como "uma língua crítica para a segurança nacional dos Estados Unidos".

"Foi também identificada como uma das línguas menos promovidas e ensinadas nas escolas secundárias e nas universidades", afirma o conselho.

Para o PALCUS, o veto do Presidente norte-americano é um "insulto" para cada luso-americano que contribuiu imensamente para a formação e crescimento dos Estados Unidos".

"Os luso-americanos são trabalhadores, auto-suficientes e cidadãos bem integrados nesta grande nação. Além disso, a República de Portugal merece mais respeito do presidente dos Estados Unidos", defende.

O Conselho de Liderança Luso-Americano nos Estados Unidos (PALCUS) afirma que representa mais de um milhão de luso-americanos nos Estados Unidos.

Estimadas senhoras,

Caros senhores,

Juntamos as SARAIVADAS da semana.

Desta vez, Saraiva às voltas com duas questões que o preocupam

Cumprimentos.

Brasilino Godinho

SARAIVADAS…

Ou as confissões do Arq.º Saraiva…

Brasilino Godinho

brasilino.godinho@gmail.com

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Tema: Vamos supor que Saraiva

era o “patrão” da RTP…

Surpreendente! Fantástico!

No sábado transacto (24 de Novembro de 2007), José António Saraiva teve duas intervenções escritas nas suas publicações (semanário e revista) demonstrativas de uma inquietante situação pessoal e de um imprevisto propósito que, certamente, deixaram preocupados e confusos os seus admiradores.

01 - A situação decorre da terrível circunstância de Saraiva ter sido “perseguido durante muito tempo por uma frase” abstraccionista que ouviu a Alçada Baptista; a qual, primeiro, o arrepiou e, depois, o deixou em permanente sobressalto de consciência e obrigado a um incansável esforço para “tentar perceber o sentido” do que dissera o conhecido literato lisbonense, nascido e criado na Covilhã.

Neste incómodo contexto, seja permitida o bem intencionado reparo que ousamos fazer: José António Saraiva é masoquista? Então ele anda durante muito tempo perseguido seja lá por aquilo que for e não toma providências? Por que não chamou a polícia? Estará de relações cortadas com ela? Face a tal situação perigosa, que tende a repetir-se, deixamos uma advertência de amigo: Homem! Ponha trancas à porta

Há bastante tempo que é do domínio público a estranha propensão de Saraiva a deixar-se possuir pelas obsessões. Dir-se-ia um factor congénito. De que nem consegue libertar-se. Não menos cansativa e perturbante é a necessidade (confessada pelo próprio) de consumir muito tempo a desenvencilhar-se das dúvidas, das ideias feitas, dos problemas que se lhe deparam, por vezes, abruptamente. Trata-se de uma questão complexa, de lenta evolução, que nada contribui para a estabilidade da alma do ser pensante, José António Saraiva.

Por isso, compreende-se a angústia de José António Saraiva quando ao abordar o tema “Por que há tantos divórcios”, observa: “Há pois que encontrar, nesta questão das relações entre homens e mulheres, um ponto de equilíbrio”. Nós interrogamos: Ou um ponto de apoio? Talvez aquele mencionado por Arquimedes quando proclamava: “Dêem-me um ponto de apoio e eu levantarei o Mundo”? Ou uma qualquer alavanca que a Saraiva sirva para encontrar a solução da coisa difícil de compreender que o aflige? Só esperamos que nessa busca não consuma demasiadas energias que o afectem nos pontos sensíveis da sua rica personalidade. Seria desagradável e muito embaraçoso que, apesar das nossas melhores e desinteressadas intenções, ainda fossemos acusados de causar transtornos de saúde e de desequilibrar a paz de espírito do conhecido arquitecto-jornalista.

Além de presumirmos que, quanto a questões, Saraiva está de saco cheio

02 No que concerne ao propósito notámos que Saraiva transmite a impressão que se propõe, nesta fase de turbulência na redacção da RTP, em trazer ao colo o José Rodrigues dos Santos, jornalista da estação oficial de televisão.

Para começar, fez-lhe um panegírico de imenso tamanho. Caso para trazer à colação o provérbio: “Quando a esmola é grande o pobre desconfia”.

Simplesmente algo certinho, no seu enunciado, a afirmação de Saraiva: “(…) não há duas pessoas que cumpram do mesmo modo a mesma tarefa”. Quase verdade que abre espaço suficiente para se dizer que quem disser o contrário, mente Aqui, neste ponto, estamos próximo de um acordo contemporizador.

Mas a parte mais interessante do editorial aqui em foco, reveladora de uma notável acuidade visual de Saraiva, está concentrada na descoberta de que:

- No cimo, Rodrigues dos Santos apresenta uma “cara triangular de orelhas abertas” que, felizmente para ele e para os estetas apreciadores das fisionomias invulgares, não estão fechadas, embora às vezes se tornem moucas Por isso, “confere ao Telejornal uma imagem distintiva”. De certeza, distintiva será? Quem sabe? – Saraiva! Alguém, que não o arquitecto-jornalista, diria que a cara daquele jornalista tem o formato de um comprometedor triângulo? E, já agora, a nossa curiosidade leva-nos a perguntar: Onde o Santos terá, eventualmente, escondido o compasso?

- “No fundo, Rodrigues dos Santos funciona como uma “marca” que atrai audiências, devendo ser aproveitada, explorada e potenciada. Deitá-la fora é um enorme desperdício”.

Bem, vamos lá entendermo-nos. Saraiva diz que deitar fora a ”marca”, que engloba o fundo e o ser Rodrigues dos Santos - uma autêntica trindade – é um enorme desperdício. Discordamos! Porque há sempre uma ténue esperança de sofrível reciclagem, embora com precária aplicação e limitada utilidade, mesmo que seja feita no estaleiro de um anónimo negociante de ferro-velho. Contudo, é a opinião de Saraiva. De se lhe tirar o chapéu Ponto final.

Agora, o parágrafo: Suponhamos que José António Saraiva era o chefe todo-poderoso da RTP. Como aproveitava a “trindade” configurada na pessoa de José Rodrigues dos Santos? Como a explorava? E como iria potenciá-la? Mais: Como tirava vantagem da cara do Santos, em formato de triângulo, provida de orelhas abertas e enquanto ele, por birra, não as fechasse? As quais, como se depreende, são ornamentos da especial criatura da RTP.

Decerto, que teríamos Saraiva, homem enamorado de si mesmo, muito senhor do seu nariz, ciente das suas responsabilidades e da grandeza da tarefa, empenhado de alma e coração, procedendo com todos os cuidados: sem transgredir as regras da casa; sem ignorar as normas legais; sem violar as convenções sociais; sem desrespeitar as orientações legadas por Josemaria Escrivá de Balaguer y Albás, fundador da Opus Dei; e sem ferir as susceptibilidades do Grande Arquitecto do Universo

Estamos convencidos que os leitores de José António Saraiva desejam saber as suas respostas àquelas pertinentes interrogações, da maior transcendência, susceptíveis de nos tirarem o sono em noites de insónia

Daqui apelamos: Por uma vez, Saraiva, abra uma excepção, desça do pedestal e dê um arzinho de sua graça, elucidando a malta

Estimadas senhoras,

Caros senhores,

Junto uma crónica sobre assunto que suscitou grande interessa do público.

E que reflecte a degradação a que chegou a actividade política em Portugal.

Apresento os melhores cumprimentos.

Brasilino Godinho

Um texto sem tabus…

O QUE ACONTECERIA

SE… OUTRO FOSSE O ESPERTALHÃO?

Brasilino Godinho

brasilino.godinho@gmail.com

http://quintalusitana.blogsopt.com

Hoje falamos de alguém muito amimado, bastante festejado e superlativamente badalado, lá para a zona da grande Lisboa.

É um rapaz de precoces talentos, nascido no seio de boa família do meio lisbonense. Papá famoso. Mãe herdeira de apelido que deixou marca indelével na história pátria.

O moço, de aspecto franzino, é excessivamente irrequieto e palrador. Parece sofrer de nervoso miudinho. Fala bem. Tem o dom da palavra. Quem se ativer simplesmente às aparências e ao tom musical das suas palavras fica embasbacado, não lhe move processos de segundas e terceiras intenções e polícia algum o leva preso. Tem a “escola” toda Cursos diversificados e completos

Espertalhaço quanto baste, sorriso trocista estampado no rosto brejeiro de menino imberbe, rebelde e de colo da mamã, empertigado como capão luzidio da feira de Penafiel, na época do Natal e sobranceiro perante os auditórios e os jornalistas que o trazem nas palminhas, ele é o produto extra criado, mantido, acarinhado, por uma comunicação social solícita e complacente. Dá nas vistas o empenho com que a rapaziada fixe dos jornais, das revistas e das televisões, o retrata e o acompanha nas actuações dos espectáculos do teatro-circo da política alfacinha e nas movimentadas sessões de exibicionismo nas discotecas de Lisboa, do Estoril, de Cascais e do Algarve. E não só nesses locais de diversão e de paródia de gente fina. Os jornalistas não se fazem rogados para o acompanhar nas feiras e romarias onde o rapaz exercita a prática das beijocas nas peixeiras e demais vendedoras dos produtos hortícolas e das quinquilharias. Mas onde o artista se esmera nos desempenhos para “inglês ver” é durante as campanhas eleitorais quando protagoniza o papel de vinhateiro da Bairrada ou de proprietário de quinta no Douro, empenhado nas vindimas. Aí, sim! É um regalo para o pagode vê-lo sorridente, feliz da vida, à frente das câmaras de filmar, enquanto com tesoura de podar na mão, debruçado sobre a videira, riso matreiro e olhar de soslaio para os fotógrafos, finge que está ajudando o pessoal, em redor, ocupado na tarefa.

Mercê da sua particularidade comportamental – a dos ósculos pespegados nas caras das feirantes - os amigos de peito, em tempo oportuno, brindaram-no com a carinhosa alcunha do Paulinho das Feiras. Muito o moço se esforçou por isso. Bem a mereceu!

Jovem voluntarioso, admirador entusiástico do “amigo” americano, George W. Bush e companhia, acreditou piamente na existência das armas de destruição maciça no Iraque e atirou consigo de mergulho cego no meio da farsa engendrada pelo chefe do Estado americano para convencer o mundo da bondade dos seus sinistros propósitos. Depois, apoiou sem reservas a intervenção armada dos americanos naquela país do Médio Oriente.

Em cúmulo de atributos fora-de-série, o moço lisboeta dá mostras de ser um inconformado contemplativo da democracia portuguesa. Frequentemente manifesta uma irresistível atracção pelo abismo das grandes trapalhadas de múltiplas naturezas.

Os leitores já perceberam que a venturosa criatura aqui citada é o célebre Paulo Portas. O Paulo de muitas portas que se abrem de passagem para bastantes eventos; alguns deles mui desgraciosos

Estamos a lembrar-nos que, numa determinada época, ele andou de braço dado com a elite maçónica da Universidade Moderna; singularmente envolvido em várias actividades ligadas àquela instituição. Uns anos depois acorreu à Basílica de S. Pedro, no Vaticano, para se ajoelhar em angélica veneração de Josemaria Escrivá de Balaguer y Albás, no decorrer das faustosas cerimónias de canonização da controversa e pouco recomendável figura espanhola.

Também nos recordamos que, em certo data, na companhia de amigos muito excitados, acometeu sobre o partido CDS e chamou-lhe um figo. Paulatinamente o foi digerindo a ponto de o deixar definhado

Entretanto, na sequência da prática desportiva do pára-quedismo que já o levara a estrondosa queda em Aveiro, um dia, abruptamente, caiu de pára-quedas no Ministério da Defesa. Por lá se manteve até que, numa altura de borrasca eleitoral, se desenfiou

Sabe-se, agora, que a saída foi precedida de um insólito expediente que deixou os indígenas de cara à banda

Reportando-nos aos jornais “Expresso” e “Jornal de Notícias” citamos:

01 - Paulo Portas, uma semana antes das eleições de 2005 que ditaram a vitória do PS, encarregou uma empresa de digitalização de extrair, para sua posse, 61 893 fotocópias de páginas de documentos confidenciais (alguns com as indicações de “Iraque”, “NATO”, “ONU”, “Submarinos”).

02 – Paulo Portas veio declarar aos jornalistas que os papéis fotocopiados eram notas pessoais.

Manuel António Pina, escritor e jornalista de alta craveira intelectual, fez cálculos e apurou que “Feitas as contas, enquanto foi ministro da Defesa, Paulo Portas terá, assim, escrito 24 páginas de “notas pessoais” por dia, incluindo domingos, feriados e dias santos de guarda. O que dá algo como uma página de “notas pessoais” por hora, mesmo no banho e durante as horas de merecido sono (pelos vistos, não é só Deus que não dorme, Portas também não).

Claro que Paulo Portas não se coíbe de, com a desengraçada e estulta resposta, estar a passar um atestado de estupidez ao povo português e às autoridades. Na sua mente alberga a ideia de que seremos todos uns mentecaptos. Nele, a insuperável esperteza de tendência característica saloia que tudo leva de vencida.

Atentemos no número: 61 893. Documentos pessoais? Então, por que carga de água, deles tirar cópias? E os originais ficarem depositados no ministério? O Ministério da Defesa “virou” museu de arquivo dos papéis de Paulo Portas?

Pela nossa parte, sublinhamos que se nos dispomos a aceitar a ideia de que Deus e Portas não dormem, também estamos certos que as autoridades deste país estão a dormir com sono profundo. Não há maneira de despertarem para a realidade da iniciativa de Paulo Portas; a qual, configura um delito oportunista de abuso do poder, um acto exorbitante, ultrapassando as suas competências e uma flagrante violação dos deveres de reserva e contenção funcional a prosseguir dentro dos limites estabelecidos pelo senso comum, pela Ética e pelo articulado da Constituição da República Portuguesa. Igualmente, uma despundonorosa falta de lealdade com activo abandono da ideia de preservação dos superiores interesses do Estado que, decididamente, não podiam ficar sujeitos ou dependentes da avaliação do próprio interessado na prática do irregular procedimento. Acto praticado que arrastou danos irreversíveis para a dignidade do cargo e em manifesta quebra de lealdade para com a entidade Estado. Paulo Portas incumpriu o juramento proferido no acto de posse das funções ministeriais: de as cumprir com isenção, zelo, rigor e lealdade.

Estranha-se que Presidente da República, Governo, Assembleia da República, Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária, partidos, estejam impávidos e serenos sem tomarem providências de investigação criminal para exigirem responsabilidades ao jovem Paulo Portas. Faz-se notar às autoridades deste país de duvidosos e inquietantes costumes que, apesar de novato e dos excessos de juventude - sempre encarados com bonomia e indulgência pelos seus indefectíveis companheiros - tudo nele induz à conclusão de que é imputávelLogo, urge agir em consonância com a gravidade do facto aqui comentado.

À consideração dos portugueses deixamos a interrogação: O que aconteceria se tivesse sido um qualquer funcionário do Estado, sem vínculo partidário ou filiação na Franco-Maçonaria e Opus Dei, a permitir-se o desplante de, para uso pessoal, fotocopiar um, dois ou três documentos confidenciais dos arquivos do seu sector de actividade oficial? E se fossem 61 893 (sessenta e um mil, oitocentos e noventa e três) papéis fotocopiados?

Fácil é presumir o que sucederia

Estava “lixado”! De uma penada, ia para a rua! Os guardiães do Templo não se dispensariam de vir à praça pública exigir punição exemplar do prevaricador, nem desaproveitariam a oportunidade de, cinicamente, acenarem com a fantasiosa ideia de que estamos num Estado de Direito

Tendo na devida significação o procedimento de Paulo Portas e outros irregulares de várias “trutas”, que se sucedem numa cadência infernal, nós contrapomos: Estado de torto! Desavergonhado! Sem moral! À deriva!

Outrossim, Estado em permanente conflito com a Justiça. Na perspectiva de iminente risco de derrocada

sábado, novembro 24, 2007

Estimadas senhoras,

Caros senhores,

Aqui apresentadas as SARAIVADAS da semana transacta.

Recebemos algum correio fazendo reparo de ausência das SARAIVADAS. Por isso, aqui informamos que o facto se deveu a acumulação de tarefas inadiáveis que tivemos de executar com prioridade.

Se nos é agradável saber do interesse dos nossos correspondentes, também nos cumpre apresentar desculpas a todos (muitas centenas) que regularmente recebem tais peças escritas.

Com o nosso agradecimento.

Brasilino Godinho

SARAIVADAS…

Ou as confissões do Arq.º Saraiva…

Brasilino Godinho

brasilino.godinho@gmail.com

http://quintalusitana.blogspot.com

Tema I: Saraiva cumpre os requisitos… “surpreende, emociona e faz pensar”…

As saraivadas que caíram no semanário SOL e na revista Tabu, do p.p. sábado, dia 17 de Novembro de 2007, da autoria e pela pena de José António Saraiva, despertaram os indígenas para a capacidade do articulista em “dar uma no cravo e outra na ferradura”, à semelhança do que fazia o ferrador Malaquias, das terras saloias de Caneças, nas patas das cavalgaduras. E, também, para a crónica distracção do arquitecto-jornalista que o leva a não distinguir a fantasia da realidade. Com a agravante de se contradizer com insólita frequência.

Desta vez, Saraiva escreveu uma interessante observação: “Os analistas políticos não são bons observadores e baralham as coisas”. Preto no branco, esta afirmação tem correspondência no muito que temos escrito sobre Saraiva. Ora, depreende-se que ele vê nos outros aquilo que, infelizmente, não descortina em si próprio. Diremos que é mau que assim seja. Até péssimo, porque releva de certa miopia e alguma fragilidade cognitiva. Sobreleva, que sendo Saraiva um analista político acerta na avaliação de uma realidade evidente relativamente aos simplistas, arregimentados, vezeiros, analistas políticos do meio lisboeta; mas desatina quando, implicitamente, se exclui desse núcleo por mal se qualificar superiormente a si próprio, colocando-se num plano altaneiro e, supostamente, irrepreensível no que toca a objectividade e sageza.

Uma das inesperadas questões que mobilizam a mente de Saraiva é a hipotética reeleição de Sócrates em 2009. Como facilmente se compreende é um assunto transcendente Pelos vistos, tira o sono a muita gente que não tem mais que fazer ou em que pensar

José António Saraiva está convicto que o actual chefe do Governo será reeleito: Porquê? Porque “O problema dos primeiros-ministros não é serem rejeitados pelos eleitores nas urnas – é outro.

O problema é caírem a meio dos mandatos e não se recandidatarem (…)”.

Mas para acontecer o triunfo, Sócrates terá que satisfazer uma condição sine qua non: “chegar “vivo” às próximas legislativas”. Bonito seria se ele chegasse “morto” e mesmo nesse estado as ganhasse

Ponderando o importante assunto, segundo o enquadramento que lhe é dado por José António Saraiva, convirá interceder junto da Divina Providência para que ela não perca de vista o festejado Sócrates, nem se descuide na protecção do nosso “primeiro” Aliás, o arquitecto-jornalista e o seu jornal estão especialmente indicados para desencadearem o respectivo processo, na medida em que mantém excelentes relações - prenhes dos melhores e elevados motivos - com a sagrada instituição Opus Dei que, indubitavelmente, poderá servir de intercessora na democrática causa.

Reportando-nos ao tema do declínio da imprensa tradicional realce para a circunstância de Saraiva ter sido certeiro na pontaria à essência do problema. Transcrevemos a frase que ele ouviu a Juan António Giner e que diz não ter esquecido: “O bom jornalismo é aquele que surpreende, emociona e faz pensar”. Pois, quê? Pois, sim!...

Precisamente, um juízo que assenta como uma luva em Saraiva O jornalismo praticado pelo arquitecto-jornalista surpreende os leitores desprevenidos; emociona a malta mais piegas e faz pensar todos quantos se perdem em decifrar a lógica da ilógica acuidade intelectual de quem está predestinado a, qualquer dia, ser presenteado com o Prémio Nobel da Literatura. Um galardão, eventualmente, trazido no bico de uma virginal cegonha; como antigamente acontecia com os bebés que vinham de França. Para variar, em versão moderna, esta ave virá da Escandinávia, viajando num avião a jacto e deixada cair de pára-quedas sobre o regaço do famoso literato Mas, inevitavelmente, apontada à “grande cabeça pensante deste país”… que é a dele, arquitecto-jornalista, Saraiva.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Mensagem-reflexão

de Rodrigo Costa

Caro Brasilino,

Falo-lhe do Porto, Cidade que muito bem conheço, por ser onde vivo e onde trabalho.

O Porto, eu diria, é uma espécie de Portugal pequenino, de horizontes atrofiados, onde algumas personalidades e alguns grupos dividem, entre si, o fausto e as misérias —mais o fausto, naturalmente, porque as misérias e nem tanto assim são divididas pelos que não pertencem à família. Por vezes, as comadres chateiam-se e incomodam-se e, como isto é mesmo pequeno - se não conhece - qualquer estrago na cozinha provoca efervescência ao fundo do quintal. Só isso.

O Dr. Rui Rio não é, seguramente, alguém adequado para presidir aos destinos de uma Câmara a que se exige aquilo a que chamo visão periférica. É necessário que tal como os problemas económicos, sejam atendidos os problemas sociais e de cultura, porque, ovo de Colombo, há natural interligação entre as três áreas, na medida em que, sem qualquer movimento social e cultural, pergunto-me se a Ciência da economia fará algum sentido, salvo se pensarmos num qualquer esvaziado patinhas que, passando o dia a contar dinheiro, de cada vez que acabe, volte ao princípio.

No âmbito da Cultura - o que melhor conheço -, Rui Rio cortou alguns subsídios que alimentavam, mais do que movimentos culturais ou artísticos, vícios. Rapaziada que tinha a garantia de uma vida tranquila, desde que em consonância com o ou os partidos, mais propriamente afectos ao PS ou ao PC - devo dizer-lhe que nunca votei nem estou recenseado, porque não acredito na política, ou na política deste País, como coisa séria, forças que, por questões de tempo e de ADN, são tão segregacionistas quanto as outras, CDS ou PSD, valendo que isso não se deve aos partidos, mas à Espécie, porque somos mais animais do que o que pensamos e, como tal, sujeitos ao mesmo Instinto porque se orientam os ditadores.

Ora, se fechar torneiras foi a medida certa, tal deveria ter acontecido em presença de um plano alternativo que abrisse a Cidade, onde a Cultura e a Arte pudessem ser mais do que associativismo e sem que todos os agentes tivessem que ter tido, necessariamente, eles ou ascendentes, problemas com a PIDE; onde os espaços culturais não tivessem que ser, obrigatoriamente, bastiões do pensamento político - sem pretender com isto que as pessoas hipotecadas pensem, porque é na falta de pensamento do indivíduo que a política e a religião assentam, porque todos os regimes e todos os credos têm os seus prados e os seus rebanhos. E o País está assim, porque não tem projecto; porque não se pensou que, depois do 25 de Abril, outros dias viriam e exigiriam que se tivesse pensado nisso. Derrubar um regime não será complicado. Difícil é a reformulação de pensamentos e de comportamentos, a modificação de hábitos. Sobretudo, pensou-se em tomar o poder.

Quanto ao Porto Feliz - a desgraça dá sempre jeito, a alguém e em algum momento - como outros portos e outros infelizes, ele é uma bandeira. Ou acredita, Caro Brasilino, que, no fundo, no fundo, os poderes querem por fim à pobreza? Se assim fosse, os poderes pagariam o salário justo aos que trabalham, premiariam o mérito dos que se esforçam... Mas, caro Brasilino, os poderes gostam mesmo é de dar esmola e dividir os lucros com os amigos.

Veja o exemplo dos jogos contra a pobreza, organizado por alguém que convenceu os jogadores de futebol de que, para a sua imagem, seria bom que, uma vez por ano, dessem a ideia de que são altruístas. Ora, para indivíduos que ganham, basicamente, milhares de euros mensais, não seria mais fácil e mais honesto fazerem uma colecta, ao longo do ano? Ou, então, assumirem, sem remorso e sem culpa, que o que recebem, recebem por que lho dão, e que não estão dispostos a depositá-lo nas mãos de quem, talvez, nunca o levasse ao destino?

E, já agora, será que todos os que necessitam, necessitam mesmo, porque não têm capacidade, nem meios? Será porque qualquer doença ou deficiência os impede de serem úteis, antes de mais, a si mesmos - ou falamos, também, de muitos que se habituaram a uma vida de aparente facilidade, à decadência, pelo ócio?

O País - não apenas o Porto - deveria, no interesse do colectivo, fazer uma triagem, permitindo saber-se quais os que não podem e quais os que não querem, no sentido de serem ajudados: os que não podem, na cura, no restabelecimento; os que não querem, na reeducação e na reformulação do modo de vida. Garanto-lhe, Caro Brasilino, estamos a falar de utopia. A Saúde vive dos doentes, a Assistência Social vive dos desmotivados. É mais fácil, Caro Brasilino, conseguir subsídio para a desintoxicação do que um outro para apoiar um projecto de carreira, de trabalho. O resto, no Porto, como noutra localidade, aquilo a que assistimos á a um choque de figuras. Nada que não seja frequente... quando se desentendem, é claro.

Cumprimenta,

Rodrigo Costa

quarta-feira, novembro 21, 2007

Estimadas senhoras,

Caros senhores,

Aqui, as Marcelices.

Não todas, mas algumas contidas no desenxabido BLOGUE do professor, inserido no semanário do arquitecto Saraiva – não confundir com o célebre cardeal Saraiva

Escusado será dizer que no painel "BLOGUE", do conhecido porta-novas alfacinha, está configurada a desgraça cultural que, ultimamente, temos assinalado. A qual, como todas desgraças, é profundamente lastimável.

Cumprimentos.

Brasilino Godinho

“Marcelices”…

Do Prof. Seixa *

*Às vezes, designado Prof. Sousa.

Para quem não saiba, informamos que “seixa” é uma espécie muito apreciada de pombo bravo, esquivo, também chamada “sousa”, que não dispensa a conhecida variedade de fruta manga, vulgo “rebelo”.

Trata-se de um pombo traquinas de aspecto simpático que, todos os domingos, à noite, num programa televisivo, arrulha com desenvoltura e trejeitos que fazem as delícias da interlocutora.

Brasilino Godinho

brasilino.godinho@gmail.com

http://quintalusitana.blogspot.com

O que sucede com aquela desgraça cultural que é o painel de bisbilhotices da lavra do Prof. Seixa, todos os sábados afixado no semanário do arquitecto José António Saraiva, sob o título de “BLOGUE”, tem semelhança com o estado de alguém que sofre de asma. A doença incomoda e provoca mal-estar no doente. Este, perde qualidade de vida. Não havendo cura, a pessoa necessita de cuidados terapêuticos e de adquirir hábitos saudáveis que minimizem os riscos das manifestações súbitas e a evolução do mal. Certo que o asmático tem que se acomodar à sua específica situação clínica. Da mesma maneira teremos que enfrentar a desgraça cultural aqui em foco. Ela persiste, debilita o sentido crítico dos leitores, confunde-os e, subtilmente, vai-lhes insinuando: o culto da futilidade; o subterfúgio das facilidades; o apego à coscuvilhice; a valorização do supérfluo; o incentivo à ostentação; a consagração da banalidade e a exaltação do egoísmo e da vaidade pessoal. Está provado que o “BLOGUE” é uma desgraça que não tem cura imediata. Com a qual teremos que conviver aos sábados. Só nos resta resistir-lhe e obstar aos seus efeitos perniciosos. E destes, darmos referências aos cidadãos mais distraídos e menos propensos às formulações de juízos críticos. Igualmente, desejarmos evitar os estragos que a desgraça cultural tende a produzir no tecido social.

Posto isto, transcrevemos algumas “pérolas” da “cultura” ministrada pelo Prof. Seixa.

“FOTOCÓPIAS Mais de 60 000 fotocópias! É o que parece que Paulo Portas fez de dossiês na despedida da Defesa. Como não podem ser confidenciais, muita burocracia deve ter aquele ministério”.

Nosso comentário

Interessante e enigmático aquele termo “parece”. Incerteza do Prof. Seixa numa altura em que o Portas já confirmara a façanha de extrair mais de 60 000 fotocópias de seus documentos pessoais existentes no “seu” Ministério da Defesa Nacional. Nós que seremos possuídos de compreensão lenta, segundo nos faz crer o jovem “Paulinho das feiras” (assim carinhosamente tratado pelos seus amigos de peito), é que não percebemos a razão porque teve necessidade de tirar cópias dos documentos de sua pertença e os terá deixado depositados e devassáveis no “seu” ministério. Naturalmente, os portugueses esperam as explicações de Paulo Portas. Ao menos, que ele se explique já que não houve ninguém a justificar a inoperância das autoridades e a indiferença da imprensa perante a ausência de inquérito ou investigação do caso, tendo em conta que alguém asseverou que bastantes papéis seriam documentos oficiais com o carimbo de “confidencial”. Ficamos perplexos quando nos lembramos que se fosse um funcionário a fazer a “coisa”, nesta hora já estaria a contas com um processo disciplinar apontando à exoneração do cargo. Aqui, nesta área da confidencialidade e do insólito procedimento de Portas, o Prof. Seixa meteu água e detergente de limpeza.

Devido a esse zelo de precaução do inerente mal infeccioso, os detalhes embaraçosos da conduta de Paulo Portas não mereceram a atenção do professor…

“JANTAR Mais um doutoramento ao jantar. Em Relações Internacionais. Apreciação de evolução do trabalho com o co-orientador João Gomes Porto – da Universidade inglesa de Bradford – e Miguel Monjardino, da Católica. Dia académico”.

Nosso comentário

Sinal dos tempos. A avaliação de trabalho de elaboração de uma tese faz-se no decorrer de um jantar do Prof. Seixa. Não sendo um acto académico foi uma acção cultural. Com a vantagem de o professor juntar o útil ao agradável e, sobretudo, aproveitando o tempo e a ocupação. Ademais, saboreando a refeição e entretendo-se na cavaqueira. Com outro apreciável simbolismo: o acontecimento ter efectivação no “dia académico”. Sob o auspício de uma certa entidade católica. Porventura, um evento abençoado pelo Senhor Deus da infinita misericórdia... pela desgraça cultural. Afinal, tudo conjugado habilmenteInspiração e apanágio de gente predestinada

“SANTINI Fecha domingo. Pelo sim, pelo não, já tenho em congelador, gelados para os anos, o Natal e os Reis. Agora, até Março de 2008”.

Nosso comentário.

Que grande chatice! O Santini fecha no domingo. Logo num dia de descanso e lazer

Apraz-nos salientar a sorte benfazeja que todos temos em saber que o professor é um insaciável guloso. Que já tem gelados guardados para os anos, o Natal e os Reis. Preocupa-nos a dúvida: e para a passagem do ano velho para o ano novo? E para o Carnaval? Esqueceu-se? Ou vai abster-se de comê-los? O Prof. Seixa devia ter mais cuidado nas informações que presta. Assim não vale É que a malta sofre Compreende?

Só não percepcionamos o motivo porque o professor não se lembrou (ou nos omitiu a participação e o convite) de mandar celebrar uma missa em sufrágio do SANTINI

Ó professor: E depois de Março de 2008? Vem o Verão dos grandes calores, como vai ser? Diga lá, por favor! Tenha dó

DRUMOND Gabriel Drumond é deputado do PSD-Madeira. E ameaça com a

independência, se a próxima revisão constitucional não satisfizer as aspirações madeirenses. Declaração que seria grave se não fosse ridícula”.

Nosso comentário

O Prof. Seixa está enganado e anda distraído. O que Drumond disse nada acrescentou às declarações que têm sido feitas pelo Alberto João e pelo Jaime Ramos com muito maior veemência e, por vezes, má criação. E nessas alturas o professor encolhe-se e refugia-se nas contidas apreciações que debita nas televisões e para os jornais.

Depois, a declaração nem é grave, tão-pouco ridícula.

É mais que tempo de acabar com a hipocrisia de fingir que ninguém se dá conta que a política oficial vigente na Madeira se vai encaminhando para a declaração de independência. A emancipação político-administrativa manter-se-á latente. Adiada até ao primeiro pretexto e oportunidade que os envolvidos no processo reivindicativo, naturais e residentes, entendam propícia ao seu êxito.

O que se impõe é que os madeirenses e os açorianos sejam consultados em referendo sobre se querem continuar ligados a Portugal ou tornarem-se independentes. Eles têm esse direito. E quanto mais de pressa isso acontecer, melhor! O resto é conversa mole que nem interessa ao menino Jesus…

Porém, como vivemos num Estado (maçónico) de fingimentos prevê-se que, também no domínio das relações entre o Continente e as ilhas, a bagunça - suportada pela imaturidade, pela incompetência e por obscuros interesses, dos artistas do circo político - continue até um dia em que tudo levará uma abrupta e estúpida volta… Provavelmente, com muitos estragos à mistura…

terça-feira, novembro 20, 2007

Estimadas senhoras,

Caros senhores,

Remeto-vos um texto sobre a omnipresença da Franco-Maçonaria e da Opus Dei em Portugal.

Elas, sociedades secretas, são polvos que navegam em águas negras, conspurcadas e profundas. Estendem os seus tentáculos em tudo que seja o espaço que nos rodeia. E no qual começa a rarear o ar puro e nos vamos sentindo asfixiados. Também nele comprometidas a nossa existência individual e a sobrevivência colectiva.

Cumprimentos.

Brasilino Godinho

Um texto sem tabus…

RECORDANDO…

Para que não se perca a memória.

Brasilino Godinho

brasilino.godinho@gmail.com

http://quintalusitana.blogspot.com

01 – Em tempo recente o juiz desembargador Pedro Mourão fez as perguntas.

Mas ficou sem resposta

As entidades que deveriam providenciar a resposta e as medidas que se impõem para acabar com o escândalo, calaram-se que nem ratos esquivos ou ratazanas de sacristia

Que outra coisa se poderia esperar do opressivo regime maçónico, partilhado pela Franco-Maçonaria e Opus Dei, que nos (des)governa?

Aqui, a seguir, transcritas do jornal “Público”, a posição e as perguntas do juiz.

«Pedro Mourão, o juiz desembargador que até há poucos meses presidia à comissão disciplinar da Liga de Clubes, critica a iniciativa do Conselho Superior da Magistratura (CSM) para impedir a participação dos magistrados nos órgãos de disciplina do desporto profissional. E pergunta por que é que tal proibição não se estende às "sociedades secretas", como a Maçonaria e a Opus Dei, que, na sua óptica, têm compromissos muito mais "perigosos" do que os do futebol”.

"Tenho alguma dificuldade em perceber, em democracia, as sociedades secretas. Grupos como a Maçonaria ou a Opus Dei tinham razão de ser na ditadura, mas levantam-me sérias dúvidas numa sociedade democrática. E o que eu pergunto é se não serão mais perigosos esses compromissos do que os existentes no futebol profissional. Não será mais pernicioso ter juízes nessas sociedades, o que todos sabem que acontece?" - interroga Pedro Mourão”.

Pela nossa parte, exprimimos admiração por este juiz desembargador, Pedro Mourão, que teve a coragem de ser objectivo e de denunciar a existência dos poderes ocultos que tomaram conta deste país, certamente consciente que a sua carreira terá ficado bloqueada a partir do momento em que as suas declarações foram tornadas públicas. A Nação fica a dever-lhe apreço e reconhecimento.

Retomando o tema: obviamente que a JUSTIÇA não convive bem com “lojas”; “oficinas”; "capelas"; “unidades de missão”; sinais esquisitos de identificação; palavras, ritos e senhas misteriosas; “pranchas”; “obreiros”; “irmãos ajuramentados” e secretismos de vária ordem.

De tão comprometedor convívio A BELA SENHORA ressente-se… Degenera… Atrofia-se Entra em colapsoE lá vai à vela o Estado de Direito. Também por isso o Estado está cada vez mais torto

Diga-se: que ao gosto e conveniência da Maçonaria e da Opus Dei.

02 – A Justiça e os portugueses estão confrontados com os novos Código Penal e Código de Processo Penal que estão provocando um profundo mal-estar. O procurador do Ministério Público, Jorge Rosário Teixeira, classificou-os como uma “perturbação tremenda”. Trata-se de reformas do sistema penal que alguns juízes, advogados e personalidades conceituadas da nossa sociedade, já consideraram como excessivamente brandas e estabelecidas para contemplarem a atenuação de eventuais sentenças do tribunal que faz o julgamento dos crimes englobados no processo da Casa Pia. Reformas legislativas precisamente à medida do caso da Casa Pia.

As incongruências são mais que muitas. As complicações e entraves postos aos desenvolvimentos das investigações, a desvalorização do somatório dos crimes que levará à responsabilização penal por um único, configuram uma moldura legal propícia à ineficácia operacional dos agentes de autoridade e condiciona gravemente a aplicação do princípio de justiça equitativa e de ela ser consentânea com a sua função reguladora do adequado funcionamento da sociedade - digamos que em consonância com um Estado de Direito.

Os prazos das investigações dos crimes organizados e do colarinho branco ficaram drasticamente reduzidos impossibilitando a obtenção de resultados.

Assim sendo, fica aberto vasto campo à arbitrariedade e influência de poderosas interferências de gente sem rosto nos sectores da investigação e da estrutura do sistema judicial. Em jogo, igualmente, a independência da Polícia Judiciária, do Ministério Público e da Magistratura Judicial.

Ainda algumas oportunas referências: a juíza Cândida Almeida, criticando no “Correio da Manhã”, edição de 14/11/2007, o novo Código de Processo Penal, dizia que com ele “Acabou a investigação ao crime organizado”. Mais declarou: “Para que haja verdadeira justiça é preciso que na fase de recolha de elementos haja segredo de justiça. O segredo de justiça é do interesse da comunidade”. Por sua vez, Maria José Morgado, procuradora geral adjunta, disse que “daqui por quatro ou cinco anos o nosso país vai ter problemas sérios de criminalidade grave”.

Em matéria de segredo de justiça e de escutas fica de todo comprometida a colaboração com a Interpol e polícias de outros países, nomeadamente no combate ao terrorismo, aos tráficos de contrabando e de seres humanos e ao crime organizado, pois que deixarão de compartilhar informações por notória possibilidade de elas serem desvendadas em Portugal – hipótese que entidades do sector já admitirem em declarações prestadas aos órgãos da Comunicação Social. O que, sobremodo, nos desqualifica a nível internacional.

Resta acrescentar que estas reformas foram promovidas por uma “Unidade de Missão” (designação que se enquadra nos padrões da linguagem maçónica), presidida por Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna que, como é do conhecimento público, é um activo “obreiro” da maçonaria portuguesa.

Portanto e pela ordem com que decorrem as actividades da fraternidade maçónica poder-se-á admitir que se tratava de uma unidade de missão da maçonaria, que elaborou o trabalho, o apresentou à discussão e aprovação dos “irmãos” da grande loja e que, depois, foi ratificado pelo Conselho de Ministros. Tal e qual como será hábito e como sucedeu com a criação do Serviço Nacional de Saúde no tempo do primeiro governo constitucional chefiado por Mário Soaresum grande nome da sociedade secreta de obediência maçónica: “Grande Oriente Lusitano”.

Por fim, a nota de que o público já se deu conta: o actual ministro da Administração Interna será ele próprio, uma unidade de missão da secreta irmandade, constantemente mobilizada para várias incumbências. Desde há poucos anos o esforçado “irmão” foi, sucessivamente, destacado para a direcção dos serviços secretos SIS, para a elaboração das reformas legislativas, para debates na Televisão e para o Tribunal Constitucional, onde só esteve 15 dias porque, entretanto, recebeu guia de marcha para o Ministério da Administração Interna. O mais curioso deste curso de destacamentos do “irmão” Pereira, terá sido aquela singular directiva que lhe garantia, à partida, a ascensão ao cargo de Presidente do Tribunal Constitucional ao fim de 18 meses de tempo de serviço naquele órgão (informação que foi divulgada na imprensa sem suscitar qualquer negação de nenhuma entidade responsável).

03 - Parafraseando o Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que há dias escrevia que “Deus não dorme”, nós diremos que a Franco-Maçonaria não lhe fica atrás.

Ela aí está: Sempre alerta Mui precavida Bastante actuante Invulgarmente discreta Sobretudo, dela não se dirá que está distraída a ver passar os comboios sem atenção, nem actividade devidamente encoberta e a dormir o sono do justo.