Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

sábado, agosto 31, 2019


BRASILINO GODINHO
266. Apontamento
31/Agosto/2019

UMA CURIOSIDADE QUE 
É AGRADÁVEL REFERÊNCIA

Entre Brasilino Godinho e os seus amigos e leitores espalhados por Portugal (continental e ilhas) e por vários países da Europa, Américas, África, Ásia e Austrália – discriminados para que não haja quem se julgue esquecido – com o decorrer dos anos, foi-se cimentando uma notória cordialidade.
Daí que, frequentemente, troquemos informações que são tidas com interesse e alguma satisfação recíproca.
Tendo isso presente no meu espírito tomo a iniciativa de partilhar a descoberta que acabo de fazer com bastante agrado, referente a uma personalidade minha conterrânea e à circunstância invulgar que lhe foi facultada em apreço pela sua elevada envergadura cultural.
Por mero acaso advindo da pesquisa que desenvolvia, adquiri o conhecimento de que a Universidade de Aveiro concedeu, em 16 de Dezembro de 1988, o grau de Doutor Honoris Causa ao insigne Maestro Fernando Lopes Graça, nado e crescido na cidade Tomar, onde eu nasci e me fiz homem.
Tendo em devida conta isso e pela feliz coincidência, aqui faço o jubiloso registo de que dois tomarenses Fernando Lopes Graça e Brasilino Godinho, cada um com os seus intrínsecos atributos e mui diferentes personalidades, ficaram indelevelmente referenciados nos anais da Universidade de Aveiro.

 


HIPOCRISIA – O ABOMINÁVEL FINGIMENTO
QUE SUBVERTE A SOCIEDADE PORTUGUESA

Brasilino Godinho

O ser humano é um animal, mamífero, e com faculdades de alma mais expressivas que as de outros quaisquer seres da natureza. Mas tem em alto grau o instinto da agressividade. Dominar esse instinto concerne ao maior ou menor domínio dos sentidos que o indivíduo consegue exercitar ao longo da existência.
E porque dependente da formação e modelação do carácter que caracterizará a maneira do sujeito se integrar na vida social, é que nele se inscrevem as formas violentas de interagir com o meio ambiente e as comunidades; que, em casos extremos de paranoia, podem estar na origem dos conflitos armados de que são exemplos Hitler, Estaline, Mussolini e outros ditadores que foram nossos contemporâneos.
Mas sem reportar a casos extremos de violência bélica, e até com grande abrangência factual, deve ter-se em conta que a tendência agressiva latente no indivíduo tem variáveis; por vezes, subtis formas de se manifestar e redundarem em penosas consequências para a nação a título geral e para cada cidadão em particular.
Isto expresso para realçar que a sociedade pode ser gravemente afectada pelos expedientes de aparente singeleza, mas que contém a virtualidade de causarem graves perturbações e danos à regularidade da existência quotidiana do colectivo dos indígenas.
O que sucede ao compasso do tempo e que tem incomensurável importância: como no caso da HIPOCRISIA; a qual, infelizmente, subsiste e é determinante em inúmeras manifestações da vida activa da nação. 
Exemplos;
O1. A República Portuguesa aparenta ser sociedade política de regular governação. Não é!
Sente-se a realidade de uma república das bananas, de governo ditatorial, instável, país falido, economia dependente de empréstimos sobretudo externos e em que predomina o caos e a corrupção a vários níveis.  
Dizer o contrário é dar livre curso à ilusão - é hipocrisia.
02. Declarar: em Portugal existe um regime democrático, é uma falácia. Uma óbvia desonestidade intelectual; visto que o regime vigente é uma ditadura do partido maioritário decorrente de uma eleição que o consagrou vencedor, por uma inferior percentagem: quer do eleitorado; quer da totalidade dos portugueses.
Há que ter bem presente que DEMOCRACIA é governo do povo, pelo povo e para o povo. Ora, todos sabemos que existe, sim, o governo do(s) partido(s), pelo(s) partido(s) e para o(s) partido(s) – tal e qual como acontecia com a Democracia Orgânica de Salazar.
Persistir em designar democracia o que é partidocracia, por sinal na mais deprimente formatação e censurável funcionalidade, é hipocrisia.
03. Fazer de conta que Portugal possui uma Constituição que consagra a defesa e a promoção dos direitos do cidadão, representa uma grave ofensa de natureza cívica; pois que ela é contraditória no seu articulado referente a esse específico domínio. Também aqui se expressa hipocrisia – institucionalizada no mais alto patamar da edificação do Estado de Direito.
04. Tolerar e favorecer a corrupção e as acções criminosas de grandes tubarões que vivem enlameados em mares poluídos sobranceiros ao pântano de que falava António Guterres, e encarcerar pequenos delinquentes, é uma aberração jurídica que se teima em classificar como desempenho de um Estado de Direito. Seria apropriado ditar uma grande asneira – a que não se dá curso de aplicação por elementar educação de quem subscreve esta crónica.
Porém, registe-se que é detestável e insuportável hipocrisia que se diga que Portugal é um Estado de Direito.
05. Continuar a produzir licenciaturas arrelvadas, socráticas e felicianas, nas universidades de vãos de escada, de verões partidários e do faz-de-conta, como os agricultores produzem cogumelos nas terras montanhosas de Trás-os-Montes, traduz-se numa inqualificável anomalia a que se quer dar semelhança com o responsável e competente Ensino Superior oficial. Aqui patente a costumeira hipocrisia e uma grande desfaçatez.
06. Promover, enaltecer e premiar gente medíocre e de duvidosa reputação, ou celebrar, festejar, pessoas de méritos inequívocos depois de mortas, quando em vida foram desprezadas ou esquecidas, é prática detestável de hipocrisia que vemos, horrorizados, em curso nas altas esferas do Estado português.
No que concerne a faltas de respeito pelos valores da Seriedade, da Verdade, da Educação, da Moral, da Ética, da Justiça, da Democracia e da Dignidade de Portugal, do seu povo e do simples cidadão; sempre subjacentes às práticas da Hipocrisia, muito haveria que ser esmiuçado nesta peça. Porém, neste longo texto estão anotados elementos essenciais da questão aqui em apreço - o que dispensa mais alongamentos no escrito.  

sexta-feira, agosto 30, 2019


BRASILINO GODINHO
265. Apontamento 

30/Agosto/2019



“PESTE GRISALHA” VERSUS PESTE PARLAMENTAR

Há tempos não muito recuados a peste parlamentar, com foco avassalador no Palácio de S. Bento, em Lisboa, deu um ar de sua traiçoeira (des)graça ao classificar a gente da terceira idade como “peste grisalha” e apontando que havia urgência de a erradicar da sociedade portuguesa.
De imediato, vi a terreiro reagir vigorosamente com recurso a crónicas de opinião, repudiando o sentido pejorativo da cavilosa ofensa e a implícita ameaça de extermínio dos idosos; o qual, se queria mais intenso e abrangente do que aquele alcançado pelas consequências da intensa, criminosa, austeridade (muitas mortes ignoradas nas estatísticas oficiais) que vinha sendo aplicada, com a maior desumanidade, pelo governo de que era ferrenho adepto o deputado beirão autor de tal alarvice.
Por outro meu lado e aparente contradição, assumi - e mantenho – certo orgulho pela específica natureza da “peste grisalha” ser, em Portugal, meio interventivo de consistente luta contra a peste parlamentar que vem sendo causa dos grandes, devastadores, males que afectam a nação portuguesa.
Claro que, naturalmente, lancei a minha candidatura a candidato a deputado da Assembleia da República, junto dos partidos com assento parlamentar e por a isso estar obrigado pelo articulado da Constituição da República Portuguesa. Constituição que me remete à categoria de cidadão de segunda classe. Sem direito a ser independente e deputado da nação. Fui liminarmente rejeitado pelos referidos partidos. Até com laivos de má-criação.
Como era de prever os possuidores do feudo partidocrático, que é a Assembleia, mais uma vez recusaram admitir nos seus domínios alguém que representasse os idosos e que nela nunca tiveram voz.
Impõem-se não esmorecer na luta e conservar viva a chama de um intenso fogo apologético da urgente aplicação - neste Portugal de tantas irregularidades, perversões, desonestidades, ilícitos e corrupções - dos preceitos estabelecidos na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DE DIREITOS DOS IDOSOS, proclamada a 22 de Setembro de 2017, em Lisboa, sob a égide da ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS – e com explícita aprovação do governo português que, da sua assinatura de aceitação e comprometimento de a cumprir e fazer cumprir, tem vindo, despudoradamente, a fazer letra morta.
Aos meus leitores, aos velhos (eu sou velho de idade e pujante jovem de espírito), aos portugueses, afirmo: Não vou desistir!