Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

sábado, maio 26, 2018


Livro
VIDA UNIVERSITÁRIA DE BRASILINO GODINHO








sexta-feira, maio 25, 2018



144. APONTAMENTO DE
BRASILINO GODINHO
25 de Maio de 2018

CRESCE A EPIDEMIA DOS LAPSOS
MAIS UM GOVERNANTE LAPSOU!

Até data recente os lapsos tinham generalizada má fama, visto que acarretavam consequências desagradáveis e, às vezes, muito onerosas, como acontecia com os de natureza fiscal.
Tome-se nota que este registo ainda persiste relativamente a todos quantos não se inscrevem na primeira classe da população portuguesa; a qual é composta por indivíduos nados, crescidos e vivendo com fausto na terra lusitana ou naturalizados por imposição do famigerado cartão golden autenticado com a paulina marca portas.
Porém, ultimamente e como acontece com os vírus, deu-se uma evolução genética de que resultou o surgimento de uma nova estirpe de lapsos bastante benigna para os indivíduos que se dedicam à política partidária, especialmente os que ocupam os cadeirões do Poder e da Assembleia da República. 
A nova estirpe dos lapsos tem todo o carácter de epidemia que por má desconformidade ou maldição de indeterminada proveniência, tem a misteriosa tendência de proliferar na classe política e nos domínios de certa privilegiada gente que se arroga o direito e o proveito de ser a dona disto tudo.
Daí se poder dizer que há pretexto para se criar um novo verbo na língua portuguesa: o verbo LAPSAR.
E hoje foi noticiado que mais um governante LAPSOU.
Claro que aquilo que à primeira impressão poderia ser uma temível enfermidade é, afinal, uma redentora benemerência, quiçá concedida pelo Grande Arquitecto do Universo, ou perversa mercê do Mafarrico, destinada a constituir-se instrumento de desespero e revolta do pacato cidadão que, como se sabe, carrega o desagradável, pesado, fado de tornar-se zeloso contribuinte do Erário…

quinta-feira, maio 24, 2018




143. APONTAMENTO DE
BRASILINO GODINHO
23 de Maio de 2018

AÍ ESTÃO OS LAPSOS REDENTORES
OU
 A ARTE DE CALVAGAR NO PÂNTANO

01. Sejamos claros e rigorosos na apreciação do Estado que nos desgoverna a existência de cidadãos pacíficos, ordeiros e de bons costumes.
E atentos, vigilantes, conscientes, sem macaquinhos tolos a enredar-nos a cabeça, reconheçamos que o estado português em vez de se dar à extravagância de entrudar na época própria, passa todo o ano mascarado de Estado de Direito, usando e abusando do disfarce de ser democrático.
É nele consumada uma vileza que devemos denunciar e condenar vigorosamente. Ou não seja ela per se uma desgraça nacional.

02. Temos escrito com insistência - em jeito de parafrasear o provérbio: “cada cavadela, uma minhoca” sempre que vinha a propósito comentar actos de cavacal natureza de triste memória - que, praticamente, todos os dias há notícia de grande escândalo, indecente falcatrua, avultado desvio de euros, abominável conduta de um outro dono disto tudo. 

03. Hoje há informação de um ministro que dois dias antes de tomar posse do cargo, constituiu uma empresa que tem dois proprietários e gerentes: ele e a esposa.
Face ao escândalo admitiu ter havido da sua parte um inocente lapso quanto à aplicação da lei das incompatibilidades.

04. Tem sido prática corrente dos governantes apanhados com a boca na botija ou com o delicado pé enterrado na poça do famoso pântano divulgado por António Guterres, proclamarem que desconheciam as leis aplicáveis ao incumprimento das obrigações fiscais, aos delitos diversos violadores de princípios e de regras fundamentais reguladoras da vida comunitária.

05. O caso citado no antecedente n.º 03, trouxe um elemento novo de justificação para inglês ver e parolo enganar. No pressuposto raciocínio ministerial de que a maioria dos indígenas portugueses serão uns idiotas que não enxergam um palmo â frente do nariz.

06. Com tal atitude delituosa e primária ideia de manipulação das massas populares o ministro em causa e o governo que lhe dá beneplácito, demonstram a veracidade do que temos reafirmado várias vezes: a divisão de classes existente na sociedade portuguesa. Aliás, consagrada no plano judicial. Pois que os códigos e as leis existentes são aplicados com dois pesos e duas medidas, consoante os cidadãos sejam os políticos influentes, os governantes e os poderosos capitalistas – os donos disto tudo ou os indiferenciados contribuintes remetidos para um plano marginal da nação portuguesa.

07. Ainda com relação directa com o caso aqui em foco, lembramos o princípio iluminista: a ignorância da lei não aproveita a ninguém – que, afinal, está perdido na voragem do tempo presente. Porém, está transposto no Artigo 6.º do Código Civil, com a seguinte redacção: “A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento, nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas.”  

08. Registe-se que se a ignorância da lei ainda suscitava alguma incomodidade quando evocada, embora com vantagem para os prevaricadores de coturno sociopolítico; agora, com os lapsos, autênticos e providenciais achados de inspirada premunição, ficam assegurados requisitos impeditivos de qualquer efeito punitivo…            
Atenção! Estamos referindo os cidadãos portugueses de primeira classe. O que é anotação importante. Visto que para os portugueses situados nos escalões inferiores todo o rigor dos códigos e das leis é aplicado com algum acinte persecutório.
Nem a evocação da Constituição da Repúblicas lhes vale ou dela tiram proveito.

quarta-feira, maio 23, 2018



142. APONTAMENTO DE
BRASILINO GODINHO
22 de Maio de 2018

AS CRISES, A AUSTERIDADE,
O CULTO DO FACILITISMO,
DÃO AZO A MUITOS MALES

Os jornais de hoje trazem uma triste notícia: o Diário de Notícias vai passar a semanário que, provavelmente, será a antecâmara do seu colapso final.
Para mim, que me lembro de com ele ter, a partir do ano de 1938, iniciado a prática de ler e de naquela época ele custar trinta centavos, a referida notícia é muito confrangedora.

O transe porque passa o Diário de Notícias leva-me a reflectir sobre as causas da decadência dos periódicos de papel que tem provocado a sucessão de falências das empresas jornalísticas.

É comum ler-se e ouvir-se que é a internet, as edições em formato digital e as redes sociais, que estão provocando o encerramento dos órgãos da imprensa escrita. O que tem alguma parcela de fundamento.
E em reforço dessa teoria diz-se que a facilidade e rapidez de leitura cativam o público e o predispõe para o abandono dos jornais de papel. Também, sob este aspecto, assente algo de verdade.

Porém, parece-me que importa aprofundar a análise.
Antes de mais, há que considerar que a crise da imprensa escrita tem a ver com o culto da facilidade que se instalou na sociedade por força do impulso que lhe tem sido dado nos ensinos básico, secundário. No ensino superior o facilitismo nem precisa de ser estimulado nos alunos, por que neles já está enraizado pela prática que vem de trás (do básico e do secundário) e à não aquisição de hábitos de leitura das obras de bons autores. Os programas naqueles graus: primário e secundário, estão gizados por forma de os estudantes se aterem a aprendizagens superficiais das matérias, ao exagerado uso de máquinas de calcular e computadores; e sem a assimilação só possível pela concentração e suficiente tempo de leitura em livro. Precisamente o que a edição digital não faculta.

Depois, as sucessivas crises que tantos estragos têm causado na nação portuguesa, e a persistente austeridade, fizeram com que a maioria da população perdesse poder de compra, e não tendo dinheiro para satisfazer necessidades básicas também ele lhe faltou para a compra dos jornais, acarretando a progressiva redução das tiragens. Claro que em tempo de generalizada pobreza, de deficitária economia, de falências no sector fabril, e de enfraquecimento da actividade comercial, as empresas da comunicação social perderam quotas de rendimento publicitário – o que afectou gravemente a gestão corrente das suas unidades de produção jornalística.

Isto explanado sucintamente para realçar que as extremas dificuldades que afectam os órgãos de comunicação social são complexas e, sobretudo, decorrem das crises em que Portugal vem estando mergulhado: as políticas; a do ensino e educação; e a do clima de facilidades incompatíveis com o regular funcionamento das instituições e com a imprescindível harmonização no tecido social.   

domingo, maio 20, 2018






Prezadas Senhoras,
Caros Senhores,  
Anexo convite que se configura num plural que abrange bastantes leitores com quem mantenho frequentes contactos.
Trata-se de solicitar a vossa participação no acto de lançamento do meu livro VIDA UNIVERSITÁRIA DE BRASILINO GODINHO, a ter lugar no próximo dia 02 (sábado), de Junho de 2018, pelas 18 horas, no edifício da Assembleia Municipal de Aveiro.
O que me proporciona a agradável e soberana oportunidade de vos presentear com esta singela manifestação de muito apreço e profundo reconhecimento pela atenção que me dispensais às sucessivas passagens de inúmeras luas.
Bem-hajam!
Atentamente, com amizade,
Brasilino Godinho