Leitor,
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SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

sexta-feira, janeiro 16, 2015



Frio e gripe,
quais patinhos feios,
serão os maus da fita?


Brasilino Godinho

O diário Correio da Manhã, de hoje, noticia:

Frio e gripe matam 1176 pessoas em 15 dias.

Decerto que a estatística está incompleta. Provavelmente, faltam dados de todo o país. Mas mil cento e setenta e seis pessoas mortas em 15 dias já é um número assinalável que tenderá a aumentar nas próximas semanas. Um feito de monta nos domínios do ministério da Saúde (melhor dizendo: do ministério da Doença). E de tal dimensão que despertará a inveja ao ministro Taro Aso, do império do Sol Nascente.
Também nesta informação jornalística não se esgota a verdade dos infaustos acontecimentos.
Porquê? Por haver a certeza que muito fácil é atirar as culpas para o frio e para a gripe. Também de não ignorar a conveniência governamental de o estado atmosférico e a influenza servirem de eficazes operadores mortíferos e, sobretudo, de opaco biombo para esconder a tenebrosa realidade.
Mais complicado é atribuir grandes responsabilidades ao governo e à famigerada austeridade; visto que não será cómodo nem gratificante para os jornalistas aventurarem-se a pôr o dedo na ferida. Isto é: chamar a atenção dos portugueses para o indesmentível facto de que o governo criou todas as piores condições de pobreza, de miséria e de difícil sobrevivência, para todos quantos se encontram desprovidos de recursos múltiplos e se localizam num meio adverso que tem sido deliberadamente programado para ser objecto de inúmeras medidas delineadas com a finalidade de agravar as debilitadas vidas dos infelizes portugueses – o que se traduz na criação de circunstâncias, as mais desfavoráveis, propícias aos ataques dos vírus gripais e aos tristes desenlaces que vão sucedendo diariamente.
E neste evidente aspecto de atingir, durante o seu mandato, o desejado genocídio de parte seleccionada da população portuguesa, o governo nem precisa de dar nas vistas como aconteceu com o ministro das Finanças do governo japonês, Taro Aso.
Este, no ano passado, proclamou:  “Morram os velhos!”                                                  
                                   
Em Portugal há gente mais expedita e mui espertalhona... que não se expõe desta maneira.
Mas, não haja dúvidas: Taro Aso devia vir a Portugal tomar instrução sobre como as coisas se fazem à socapa, sem alarme público, com a maior limpeza e avassaladores resultados.
Teria muito que aprender com o grande mestre Passos Coelho que logo ao iniciar o mandato disse que os portugueses iriam empobrecer – e nisso se empenhou de alma e coração. Se o ministro japonês foi peremptório no mando de liquidação dos idosos, o grande chefe Coelho ao impor o empobrecimento, alinhou pelo mesmo desígnio: morram os velhos. Diferença e artifício de expressões. Mas a ideia do japonês Taro, coincide com a ideia do português Coelho. 

 
Claro que o empobrecimento à maneira de Passos Coelho tem sido mais que meio caminho andado para acabar com a classe média e com os velhos, as pessoas e as crianças mais desfavorecidas, que são estorvo numa sociedade fanaticamente neoliberal concebida à imagem - e sujeita à vontade - do grande chefe da tribo governamental portuguesa.
Entretanto, os trombeteiros da parada da paródia que se exibe nos terrenos pantanosos adjacentes aos palácios de S. Bento e de Belém, em Lisboa, continuam fazendo a festa, deitando os foguetes e, assim como quem não quer a coisa, vão alegremente aniquilando os cidadãos e destruindo o País.

Finalmente, em resposta à pergunta:
Eles, governantes, são os maus da fita?
Há que responder vigorosamente e sem subterfúgios:
Certamente que o são!