Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

domingo, maio 02, 2021

 

NESTE DIA

há 6 anos

Brasilino Godinho

02 de Maio de 2015 

 

A TAL ARTE DE MENTIR

ATINGIU INDECENTE

GRAU SUPERLATIVO

 

Brasilino Godinho

 

Perguntará o leitor: Só indecente? Não!

Também chocante, condenável e aberrante, até, porque qualquer mentira de coelhal proveniência vai contra a moral, os bons costumes e a dignidade do Estado. Desacredita a Democracia. E causaria, inevitavelmente, o descrédito da classe política, se, porventura, a reputação dos políticos dos partidos do arco do Poder, não já estivesse situada nas ruas da amargura, como é realidade actual.

Por isso que é muito de conteúdo inaceitável na democracia portuguesa, entenda-se que nos cumpre a obrigação cívica de insistir na mesma tecla: de facto, em Portugal, pela boca da coelhal figura, a arte de mentir atingiu um mui elevado, dramático e obsceno grau.

Ontem, acabávamos de transmitir através da Internet uma chamada de atenção para o lançamento da campanha publicitária, desencadeada por Passos Coelho, de venda da ‘banha de cobra’ e, simultaneamente, recebíamos a notícia da acção propagandística, específica de vendedor ambulante, que ele acabara de executar em Aguiar da Beira.

Naquela vila do distrito da Guarda, Passos Coelho, no decurso duma sessão de propaganda, subiu ao palanque e servindo-se de microfone fez o enaltecimento da banha de cobra com que envolveu untuosamente uma esquisita flor da sua especial devoção; a qual, sendo um específico adorno floral do pomar alaranjado, o traz (a ele, Coelho) encantado e de cujo embaciado brilho e intragável perfume fez veemente elogio e sonora recomendação absurda aos circunstantes.

Dias Loureiro é a flor que pôs a cabeça de Passos Coelho em rodopio alvoroçado.

Trata-se de um indizível órgão vegetal de reprodução sexuada que, como diz o povo: “é flor que não se cheira”!

Porquê? Porque de anatómica formação carnívora tende a alimentar-se de toda a matéria viva e sonante que lhe passe ao alcance. A sua má presença ou inquietante vizinhança é uma ameaça para as pessoas que não suportam atentados contra o bom e salutar ambiente e mais susceptíveis são às alergias causadas pelo insuportável perfume doentio que irradia daquele ser floral do campo alaranjado.

E porque assim, em termos verídicos, consta nos meios muito ou pouco informados, facilmente se chega à conclusão que Passos Coelho, mais uma vez, mentiu descaradamente. E com escândalo nacional!

Se a coelhal criatura gosta e muito aprecia a flor Dias Loureiro é uma preferência dela. E, também, seu proveito de rodear-se das feias peças ornamentais expostas na sua área doméstico/partidária.

Porém, a Passos Coelho, não lhe concedemos aceitação e credibilidade ao querer impingir-nos a banha de cobra com que unta a flor que assim, com tal cosmética, mais repelente se torna à vista desarmada.

Resta dizer algo mui objectivo sobre a referida flor, que devemos reter na mente, dando-lhe a devida desqualificação de ornamento de refugo; ainda que em contraposição com a grande glória de Passos Coelho que, na circunstância de Aguiar da Beira, sublinhe-se, atingiu o zénite da sua fantástica carreira de mentiroso compulsivo.

Pois o que importa acrescentar é que Dias Loureiro é uma dual expressão - substantiva e adjectiva - que identifica e qualifica a flor tão querida e idolatrada de Passos Coelho.

Expressão tão concreta que dispensa comentários, relatos, significações, testemunhos e interpretações.

Per se, a flor Dias Loureiro é Dias Loureiro. Na expressão está tudo nela contido, formatado, representado e.. evidenciado. Tão simples, quanto isto!

Apresentar a flor Dias Loureiro untada com banha da cobra, como fez Passos Coelho em Aguiar da Beira, é mais uma grande mentira de matriz coelhal. Decerto, a mais inexplicável, atrevida e escandalosa, falácia a sobressair do numeroso rol de mentiras do grande artista que há nome de Passos Coelho.

Fim