Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

segunda-feira, fevereiro 25, 2013


Ao compasso do tempo…

EIS UM AVISO ALARMANTE...
                          SE FICAR PIEGAS A CULPA
                                                       É DE RELVAS DO MIGUEL...

Brasilino Godinho

Assim, há pouco, se me afigurou acontecer: ficar piegas. Temo. E face aos acontecimentos que se vão sucedendo nos últimos tempos, corro um grande risco de me ver por aí a derramar lágrimas de comiseração pela afortunada criatura arrelvada.
Todavia, desejo ardentemente não chegar àquele tristíssimo ponto de degenerescência psíquica que corresponderia a chorar lágrimas de sangue – deste modo designado o choro convulsivo ou o chorar muito. Espero, apesar do ambiente propício que se está gerando com muito desembaraço e nem menor atrevimento, não atingir esse confrangedor estádio de desequilíbrio mental.
Isto escrito, porquê? – perguntará o leitor.
Vou responder:
01.  Relvas, havia tempo que estava ausente do espectáculo mediático. Fazendo o quê? Não se sabe! Mistério de um homem enigmático… Talvez conservando-se em estado de meditabundo… segundo se conjecturou nos meios geralmente mal informados…  Mas na última semana surgiu, inopinadamente, de peito feito e com jeitos de fanfarronice e de atirador furtivo, num seráfico clube de "pensadores" , sito no Porto e, dias depois, numa imprecisa conferência no ISCTE sobre jornalismo (bem escolhido tema para melhor seleccionado conferencista… Diria o saudosos cómico Badaró: “Toma e embrulha!),  promovida pela TVI.
02.  Desastradas iniciativas, estas de Relvas -  o fogoso político do PSD que suscita, em qualquer altura ou lugar, um avassalador desencanto colectivo. Saiu-lhe o tiro pela culatra. De ambas as vezes foi ‘brindado’ com apupos e o cântico "Grândola, Vila Morena".
03. Envolvido em tais situações de contestação pessoal tentou dar a volta por cima e mostrar-se vítima, assumindo-se como um coitadinho.
04. O próprio e os seus amigos, que já nos habituámos a ouvir dizer que são os “bons cidadãos” deste país, quais zelosos guardiões do templo da Democracia, vieram apressadamente à estacada vociferar contra o que consideravam ser um ataque aos direitos constitucionais de qualquer cidadão poder expressar o seu pensamento (Só que vele a pena anotar que  o senhor Relvas não é um cidadão qualquer. É detentor de um cartão de visita com rótulo de licenciado de muitos créditos obtidos pelas suas extraordinárias proezas de actor do circo político e de animador folclórico na cidade de Tomar e… é ministro muitíssimo afeiçoado ao grande chefe COELHO, esplêndido comandante operacional do (des)governo nacional).
Mais disseram que tais manifestações de protesto contra Relvas eram atentados à Democracia.
05. Estas irresponsáveis afirmações, audaciosas e incongruentes, davam para rir às gargalhadas se a situação do País fosse de normalidade e não se tivesse largamente perdido o sentido de humor – o que se pode atribuir aos dias sombrios que a maioria dos portugueses está vivendo com muitas amarguras, grandes tristezas e imensos sofrimentos.
06. Entre o reduzido número dos abnegados apoiantes de Relvas destacaram-se os socialistas Costa e Assis que, num rasgo de surpreendente e pouco recomendável fraternidade, assumiram rapidamente as dores das presumidas agressões e ofensas à criatura arrelvada. E não se houveram com meias palavras ou gestos comedidos. Nada disso! Eles vieram com arreganho e diligência fazer aquilo que a maioria do ‘pessoal’  do PSD nem sequer ousou: terçar em defesa de Relvas, membro do Partido Social-Democrata e ministro irmanado com Coelho – o conhecidíssimo mamífero roedor de passos muito incertos.
07. Aliás, umas acções de harmoniosa convergência ritual, a que não faltou uma emblemática sintonia operacional e em que socialistas e demais gente acintosamente arrelvada, agiram como se todos fizessem parte da mesma irmandade…
08. Porém, acontece que o meu convencimento vai no sentido de o citado ser arrelvado ter um longo historial de violentos ataques à Cidadania, à Ética, à dignidade inerente ao Ensino Superior, à Democracia, à Liberdade, à Igualdade e à Fraternidade e de serem Relvas e o Governo que nele se revê, uns autênticos e permanentes fautores de atentados destrutivos do País, do Estado, da Democracia, do Ensino Superior (faz algum sentido repetir a referência…) e do Povo.
09. Apesar desta minha convicção ou melhor dizendo, reserva mental sobre a criatura e o governo arrelvados, confesso que fiquei muito enternecido(…) ao conhecer os insinuantes termos das perorações de Assis (não confundir com o santo Francisco de Assis) e de Costa (o António, da Câmara Municipal de Lisboa; não valerá trazer à colação outros Costas, como o Afonso da primeira República e o Santos, da “Democracia Orgânica” de Oliveira Salazar).
10.. E tão perplexo e comovido me quedei que, breve tempo transcorrido, ao dar-me conta do miasma, qual artimanha que, de supetão, me conduzira a tão comprometedora e desastrosa contingência que, pasmado comigo mesmo, receei que estivesse a deixar-me atreito à pieguice. Demais a mais, por suprema ironia e maior desalento, com origem no fenómeno arrelvado que está corporizado no incrível ministro Relvas.
Resumindo: Tenho confiança na minha pessoa e creio que não me vou deixar influenciar pelos arroubos dos arrelvados protagonistas do nosso circo político. Mas se, por infelicidade, cair na pieguice de arrelvada procedência, quero aqui deixar bem claro que é por culpa de Relvas do Miguel; a qual, gravosa, inconveniente, detestável, será certamente endereçada ao alaranjado político Miguel Relvas - a invulgar criatura que configura o fantástico ícone da actual política portuguesa. Essa responsabilidade lhe cairá sobre os ombros, sem contemporizações da minha parte…
Fim