Caríssimas damas,
Caros senhores,
Junto as SARAIVADAS.
Hoje, não relativas a crónicas do arquitecto-jornalista. Mas respeitantes a uma cartinha que veio até Saraiva - eventualmente, remetida por obra, graça ou recomendação da Divina Providência - mesmo a propósito. Ou a despropósito?...
Depois de ler as SARAIVADAS o leitor responda – se a isso estiver disposto.
Cumprimentos.
Brasilino Godinho
SARAIVADAS…
Ou as confissões do Arq.º Saraiva…
Brasilino Godinho
http://quintalusitana.blogspot.com
Tema: Saraiva e as coincidências felizes…
Ainda existe gente feliz neste país. Pessoas, que foram bebés nascidos com o rabinho para o ar. José António Saraiva terá sido um desses felizardos.
Repare-se: o homem está
Não fora essa circunstância e, provavelmente, não estava criada a oportunidade para entrar na Redacção do semanário que dirige, uma encantadora carta a exaltar o “senhor director”… Reconheça-se: uma atempada e feliz coincidência. O arquitecto-jornalista Saraiva merecia-a! Já tardava, da parte do mulherio, o reconhecimento devido a um promitente prémio Nobel da Literatura…
O que está em foco relata-se em poucas palavras: José António Saraiva foi contemplado com uma muito simpática carta de singular admiradora a lamentar-se pela falta das crónicas de sua autoria na revista e no semanário, edições de 25 de Agosto. A leitora ficou desolada e confessa: “liguei logo na segunda-feira e pude constatar que o senhor director se encontra de férias”. (Aqui está a explicação de não termos obtido confirmação das férias de Saraiva. Nós não ligámos na segunda-feira; nem noutro qualquer dia… Um imperdoável esquecimento da nossa parte. Gaita!). Denotando tristeza e mostrando-se inconformada, escreveu ao jornal expressando toda a sua admiração pela escrita do arquitecto-jornalista e a desilusão por se ver privada do prazer que sente ao ler as prosas do “senhor director”.
Vai daí, radiante da vida, Saraiva, deu-se ao trabalho de redigir uma”N.D.” em que agradece as amáveis palavras que, conforme faz notar, o “obrigam a uma explicação” (depreende-se na intervenção de Saraiva que a missiva lhe tenha sido encaminhada ou que ele se tenha deslocado à sede do jornal para a recolher)...
E dá-la numa pequenina nota – a mencionada N.D. Em síntese, Saraiva esclarece a malta que é uma ilusão julgar-se que uma crónica curta dá pouco trabalho. Pelo contrário, “isso exige um trabalho de maturação e depuração que ocupam muito tempo”. E finaliza: Assim, a única forma de ter férias é mesmo não escrever”.
Não restam dúvidas que, contradizendo-se, Saraiva interrompeu as férias. Para ler a amável cartinha e responder à “fervorosa”admiradora (Quem não cederia a tamanha e insuspeita ardência?...).
Com a agravante de a si próprio se ter exigido uma tarefa muito trabalhosa.
Nestes termos, admitimos que se o “senhor director” festejou a coincidência, a oportunidade e o cativante, enternecedor, teor da cartinha, também se obriga a conceder-se um prolongamento de férias para recuperar da canseira resultante do esforço dispendido…
Lá diz o ditado: “Não há rosas sem espinhos…
Depois, também há o provérbio que nos adverte que “quem corre por gosto não se cansa”. Terá sido o caso vertente de José António Saraiva?
Fim
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