Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Um texto sem tabus…


SEM PUDOR,

MAS COM DESCARAMENTO…

Brasilino Godinho

Impressiona a desfaçatez e a falta de ética existentes na Comunicação Social deste país. Dir-se-ia que a ética e a deontologia profissional estão banidas. No clima anárquico reinante na imprensa e nas televisões vale tudo. Especula-se com o domínio das audiências e não se olha a meios para atingir os fins. Seja na busca da maior quota do mercado publicitário e obtenção dos lucros de exploração. Seja nos expedientes de promoção pessoal de certos figurões propensos à contemplação dos próprios umbigos…

Ainda no p.p. dia 07 de Janeiro de 2007 assistimos a uma destrambelhada ocorrência que nos deixou atónitos perante tanta falta de senso. Foi o caso da peça referente à escolha das 7 maravilhas de Portugal que integrava o telejornal das 20 horas. Neste serviço noticioso passaram algumas imagens de monumentos e surgiu o Dr. Fernando Seara a prestar uma declaração enaltecedora do Palácio da Pena e do Palácio Nacional de Sintra. Para além do reduzido número de monumentos reportados deu-se a “coincidência”, com notória sombra de pecado, de o único declarante, presidente da Câmara Municipal de Sintra, ser o esposo da D. Judite de Sousa – a apresentadora daquele telejornal. Ficou a impressão que a referência às 7 maravilhas de Portugal foi o pretexto para o marido da senhora locutora de serviço, juntar imagem e voz à cara-metade e, inopinadamente, mostrar-se ao público a propagandear Sintra, enquanto os outros monumentos foram acintosamente esquecidos. Nem associados às presenças dos autarcas das suas áreas de localização; que, certamente, estariam empenhados a promovê-los como sucedeu no caso de Sintra. Um abuso praticado assim como nem quer a coisa. Talvez no convencimento que os portugueses são uns parolos que nem percebem estas espertezas saloias. Todavia, sem margem de tolerância para tanta impudência e consentida discriminação. Tratou-se de um aproveitamento indecente e oportunista do casal que protagonizou o despautério.

Mas casos semelhantes a este são frequentes na RTP e noutras televisões. Por exemplo: Quem é que ainda não reparou naquilo que se passa com o apresentador do telejornal da RTP, José Rodrigues dos Santos? Quando lança um livro lá o temos nos telejornais das 20 horas, eufórico, sorridente, como se estivesse gozando com a malta, a dar as notícias ao mesmo tempo que vão correndo em notas de rodapé as informações de mais um livro de José Rodrigues dos Santos “ir ser”, “ser hoje”, “ter sido ontem” lançado, “de ser já um assinalado êxito de vendas”, “de ir ser traduzido e vendido em vários países”. Uma repetitiva, escandalosa, publicidade que, provavelmente, sendo gratuita para o interessado, é paga por todos os contribuintes. Um autêntico festival de insensatez e desprezo pelos mais elementares valores que deviam nortear com seriedade a acção jornalística. Também sobressai a falta de rigor e de acompanhamento regular dos temas, das formas e dos comportamentos dos profissionais, por parte dos administradores da casa. Parece que os locutores têm roda livre para apresentarem o que entenderem e que reverta em benefício ou promoção pessoal. A RTP estará assim ao serviço das Sousas e dos Santos da casa e não a servir o público. A menos que se confundam os interesses pessoais com os da entidade patronal (:RTP). O que – se assim for – escapa ao nosso entendimento… Embora, saibamos que tais abusos não têm desculpa. Sobretudo, porque constituem uma grande falta de respeito pelos cidadãos.

Regista-se que a Alta Autoridade para a Comunicação Social está distraída e não toma conhecimento destas manigâncias. E autoridade que não vê e não sabe… fica-se no seu cantinho, satisfeita com a sua cegueira e repousada na sua ignorância…