Leitor,
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SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

segunda-feira, outubro 19, 2020

 

UM TEXTO SEM TABUS…

Brasilino Godinho

19/Outubro/2020

 

A QUE EXTREMO DE MALVADEZ E DE SUPREMA PERFÍDIA !

ATÉ COM A FALTA DE VACINAS CONTRA A GRIPE TAMBÉM

SE JOGA NO TABULEIRO DE EXTINGUIR A “PESTE GRISALHA”

 

01. Em 2019, se não me falha a memória, o deputado Carlos Peixoto, da triste, sinistra, figura, do PSD da Guarda, declarou no Parlamento que era necessário acabar com a “peste grisalha”. Fez coro com Christine Lagarde, Bill Gates, Rockefeller, Soros e outros magnates norte-americanos. Em Novembro de 2019, surgiu o coronavírus que deu azo à formação da pandemia Covid-19, assim a modos de satisfação da “encomenda” lançada pelas figuras aqui citadas.

Os efeitos da pandemia têm sido devastadores à escala mundial. Em Portugal estamos longe de conhecer a extensão da tragédia.

O Ministério da Saúde e a Direcção Geral de Saúde (DGS) vêm prosseguindo uma incrível prática ziguezagueante de orientações e de promulgação de medidas, muito desconforme com a gravidade da pandemia. A um tal ponto extremado de inadequação que a Covid-19 se expande cada vez mais. Também acontecendo por decorrência de um clima de geral incumprimento das normas de segurança individual e por falta de campanha eficaz junto da população no sentido de a alertar para a circunstância de que são as pessoas que fazem a propagação do vírus. Mas nessa falha de esclarecimento igualmente cabem culpas à DGS.

 

02. Como se não bastasse o espírito colaborante das autoridades sanitárias no extermínio da faixa etária da terceira idade, a DGS não providenciou atempadamente e com acerto o fornecimento às farmácias das vacinas contra a gripe. Pelo que é de esperar que o número de mortes se acentue neste inverno, excedendo largamente os milhares de passamentos que ocorrem todos os anos na época invernal. Nos últimos anos, ocorridas mortes em números excessivos pelos efeitos mortíferos da severa e criminosa austeridade decretada pelos governos das recentes legislaturas de Passos Coelho e António Costa.

 

03. É inadmissível e revoltante que tal falta de vacinas contra a gripe esteja acontecendo. Com o gravame de os precários fornecimentos de vacinas que vão surgindo no mercado farmacêutico serem facultados a cada cliente por ordem de inscrição, como requisitantes das mesmas e não contemplando a prioridade inerente à condição de idoso; o qual, integra grupo de alto risco. Aliás em contradição com a prerrogativa de prioridade que, geralmente, lhe é concedida nos atendimentos aos balcões de vários estabelecimentos.

Não haver sido estabelecida essa orientação de prioridade nas vendas de vacinas nas farmácias só pode traduzir desprezo pelos velhos e constituir forma ardilosa e maquiavélica de evitar-lhes a vacinação atempadamente e dar azo a se complementar/ampliar a acção mortífera do coronavírus.

O autor da presente crónica, na condição de octogenário, aqui expressa a sua profunda indignação por tal omissão do Ministério da Saúde e da DGS.

 

04. Ao decorrer de muitas luas, no princípio de Outubro, Brasilino Godinho tem adquirido na farmácia a vacina contra a gripe. Este ano ainda não conseguiu, nem sabe se chegará a ser vacinado. Provavelmente, o governo e as senhoras ministra e directora-geral da Saúde terão decido dar uma forcinha para, com brevidade, remeter os velhos para os cemitérios; sem se esquecerem de assim encaminharem o Brasilino Godinho que tão crítico tem sido para com elas. Caso para dizer: Desamor, com desamor se paga…

 

05. Resta anotar que hoje o presidente Marcelo afirmou que iria haver vacinas para todos. Como lhe cumpre formular tal conclusão? Que autoridade funcional, no âmbito da Saúde, tem ao dispor o presidente Marcelo? Substitui o governo? Alterna com a ministra da Saúde? Age em alternância à directora-geral da DGS?

Francamente, não acredito que as vacinas satisfaçam as necessidades da população, em tempo útil.

Aliás, era ao governo que cumpria fazer o anúncio e há meses ter providenciado o fornecimento das vacinas contra a gripe.

 

Post scriptum Acaba de vir a público que ministra da Saúde e (ou) directora-geral da Saúde hão determinado que os infectados com o coronavírus após 10 dias de internamento é-lhes dada alta sem verificação de testes clínicos, de apuramento do estado de saúde do doente.

Fica assim confirmada a razão que Brasilino Godinho tinha ao indicar - nos seus APONTAMENTOS - que o governo iria “eliminar” a Covid-19 em Portugal usando o expediente de acabar com a realização de testes.

Agora que os infectados ultrapassaram os 2000 e prossegue o aumento galopante do número de vítimas, se perspectiva o surgimento da epidemia da gripe, se verifica a falta de camas nos estabelecimentos hospitalares e que não existe stock de testes clínicos, que os técnicos de saúde estão esgotados e alguns contaminados; faz sentido a medida de disfarce agora tomada pela hierarquia sanitária da (des)governação. E claro que, de forma habilidosa, vai sucumbir o coronavírus…