Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

domingo, dezembro 14, 2014





O inútil passadiço metálico que é incrível e aberrante aborto urbanístico
Brasilino Godinho
http://quintalusitana.blogspot.com




Sim, aborto!
Porém, bem vistas as coisas, são três abortos: 1. passadiço insuportável; 2. passadeiras com lombas disfuncionais e de diferentes níveis e formatos geométricos: 3. os pavimentos (faixas de rolagem e passeios) da que passou a ser descaracterizada avenida.
Um inútil passadiço metálico por sinal: feio, inestético, extenso na sua dimensão labiríntica, bastante intruso na mancha arbórea, de duvidosa utilização pelos cidadãos pouco dispostos a circular por tão complexo e emaranhado circuito pedestre; que dir-se-ia ser equipamento de parque infantil, embora desajustado porque perigoso para as crianças.
Onde não havia passadeiras agora, numa muito curta extensão, são várias. E seria suposto que o passadiço as evitava.
As pavimentações compõem um desolador quadro de desconformidade estética e funcional.
As absurdas passadeiras, excessivamente sobrelevadas, que tão perniciosas se tornam para os automobilistas devido aos danos causados nos sistemas de suspensão dos veículos automóveis.
Todo o deplorável empreendimento é bastante caro. Sem fundamento muito agressivo no tecido urbano. E condenável num tempo de enormes carências monetárias no orçamento municipal. E assinale-se que à construção do famigerado padrão de esbanjamento autárquico, que fica exposto para a posterioridade, correspondeu a má aplicação dos dinheiros dos contribuintes. Motivo para nos interrogarmos se é para desaforos deste tipo que os cidadãos são sobrecarregados com o exagero dos impostos.
Os casos aqui postos em causa constituem um acrescento de anomalias no ordenamento urbano existentes numa cidade onde abundam os abortos urbanísticos. Parece que Aveiro se está tornando local de peregrinação de fiéis contempladores da degenerescência do tecido urbano ou de estudiosos dos erros de planeamento e ordenamento do território citadino que, de todo, se devem evitar.
É algo desagradável que estes insólitos casos de atentados urbanísticos aconteçam em Aveiro, onde na universidade existe um departamento de estudos de planeamento e ordenamento do território. Casos que, de alguma forma, beliscam a prestigiada instituição universitária aveirense. Outrossim: neste contexto, um dado irónico. Também dramático.
Pena que a Universidade de Aveiro não tenha tomado posição no sentido de evitar que tais desastradas intervenções agressivas no espaço vizinho ao seu campus se tenham concretizado (o que dá cabimento à aplicação do ditado: “santos da casa não fazem milagres” e ao reconhecimento de que, provavelmente, os referidos santos foram ostracizados).
Fim
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