Leitor,
Pare!
Leia!
Pondere!
Decida-se!

SE ACREDITA QUE A INTELIGÊNCIA

SE FIXOU TODINHA EM LISBOA

NAO ENTRE NESTE ESPAÇO...

Motivo: A "QUINTA LUSITANA "

ESTÁ SITUADA NA PROVÍNCIA...

QUEM TE AVISA, TEU AMIGO É...

e cordialmente se subscreve,
Brasilino Godinho

terça-feira, agosto 14, 2012


A anedota do dia…
Brasilino Godinho

Manchete da edição de 14 de Julho de 2012, do jornal de Negócios:
“Pedro Passos Coelho regressa hoje ao trabalho”.
Se esta notícia não é anedota, haja alguém que, com seriedade, informe os portugueses da actividade laboral que o cidadão Passos Coelho tem desenvolvido nestes anos que leva de governante.
Daquilo que nos temos dado conta é que, praticamente, todos os dias o jovem chefe Passos Coelho se passeia pelo país e se multiplica em declarações: quer perante o público que lhe é afecto; quer face aos jornalistas; quer no decorrer das sessões parlamentares; e, presumivelmente, também perorando junto dos seus pares, durante as reuniões do executivo. Falando muito e dizendo pouco…
Se assim tem, no dia-a-dia, a agenda sobrecarregada com motivações menores e, consequentemente, está permanentemente ocupado a seu bel-prazer, que tempo lhe resta para trabalhar no gabinete?
Passear pelo país e dar umas voltas pela estranja, inaugurar sedes de associações recreativas e de juntas de freguesia, descerrar lápides nos salões de diversão, visitar fábricas de empresários compinchas, participar em jantaradas de companheiros do partido (PSD), assistir a cortejos de oferendas, percorrer os corredores dos hospitais, exibir-se nos selectos espaços das grandes fundações, falar aos microfones das televisões e discursar nos comícios; é, porventura, zeloso trabalho de quem tem o dever de gerir os destinos da Nação?
Não! Este obsceno folclore político que tanto agrado e demasiada ocupação suscita no circo mediático, nunca foi, nem será, trabalho digno de um governante atento e obrigado pela qualificada inerência das suas altas funções; a qual, está naturalmente associada a elevadíssimos níveis comportamentais de decoro, de exigência e de responsabilidade.
Pois então, sejamos coerentes e designemos as coisas pelos seus nomes. Isto implica que haja decência, independência, sentido crítico e realismo, nas apreciações que se façam sobre os factos e as pessoas.
Fim